sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

A Cidade de Tiwanaku ou Tiahuanaco

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Tiwanaku (Tiahuanaco, Tiahuanacu) é um importante sítio Arqueológico pré-Colombiano situado na Bolívia.
Os Tiwanaku formaram uma importante civilização que floresceu nas proximidades do lago Titicaca, sendo por muitos Historiadores considerada como precursora dos Incas.

Existem teorias de que o nome "Tiwanaku" teria derivado do termo "Aimará Taypikala" que significa "Pedra no Centro", referindo-se à rocha que se situa no meio do Lago. Entretanto há de se considerar que os habitantes de Tiwanaku não tinham nenhum Idioma escrito.
A cultura de Tiwanaku iniciou-se com uma pequena Aldeia aproximadamente no ano 1500 a.C., crescendo e constituindo um considerável centro urbano entre os anos 300 e 500, daí espargindo a sua influência e se tornando um poder regional no Sul dos Andes até o ano de 900, quando iniciou sua decadência.
Há evidências de que a Cidade foi abandonada. Daí em diante desapareceu o estilo artístico que a caracterizava.
No ano 1200 a Cidade foi abandonada devido a secas e redução de comida,o seu Império teria desmoronado e os seus habitantes teriam-na abandonado...
As Ruínas desta Cidade e os sítios Arqueológicos mais importantes estão na costa oriental do Lago, no lado Boliviano, a aproximadamente 72 Km a Oeste da Capital La Paz.
A Cidade cobriu uma extensão máxima de seis Km quadrados e teve no seu apogeu,uns estimados quarenta mil habitantes.
Seu estilo de cerâmica sem igual é encontrado numa vasta área que cobre a moderna Bolívia, Peru, o Norte do Chile e a Argentina. No entanto, é difícil dizer se a presença desta cerâmica atesta o poder político desta Civilização sobre esta área ou somente atesta sua influência Cultural ou talvez apenas meramente comercial.
Tratava-se de uma Cultura precursora das grandes construções Monumentais da América do Sul que, embora e admiravelmente se utilizasse de enormes pedras pesando até cem toneladas,cortavam-nas e requadravam e depois as entalhavam e esculpiam (ou revestiam) para encaixá-las umas às outras com uma precisão e engenhosidade raramente encontradas mesmo na construção Monumental Inca posterior,levando a ideias de inumeros Pesquisadores,de que tiveram ajuda de seres mais avançados em Tecnologia.
Hoje, após alguns estudos, pensa-se que Tiwanaku poderia ter sido habitada entre 17.000 a.C. a 12.000 a.C.. O principal indício desta tese são as informações Astronomicas gravadas da Porta do Sol e o facto de que no local existia um Porto para embarcações.Alguns Estudiosos estão convencidos de que Tiwanaku seria a Lendaria Atlântida narrada por Platão.
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É evidente a originalidade do estilo da arte Tiwanaku, mas é perceptível alguma correlação com o estilo da Cultura Huari, certo que ambas as Culturas definem o período médio do horizonte das Culturas pré-Incaicas, parecendo que ambas foram precedidas pela cultura Paracas que floresceu na bacia Norte do Lago Titicaca. Alguns estudiosos afirmam ter encontrado laços com a influência Cultural e artística da Cultura Chimu.
O sítio Arqueológico de Tiwanaku encontra-se num estado lastimável de conservação, já tendo sofrido ao saque de escavadores amadores à cata de preciosidades desde a queda da Cidade. Esta destruição continuou no século XIX e início do século XX com acções como a redução das pedras monumentais em britas para a construção de ferrovia e o seu uso como alvo de tiro em exercício militar.
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Hoje o sítio de Tiwanaku é considerado como Patrimonio da Humanidade pela UNESCO, administrado pelo Governo Boliviano.

Curiosidades;

Num dos museus de Tiwanaku, possuem crânios preservados do Povo Antigo de Tiwanaku, um facto intrigante, é que na Civilização Tiwanaku, as crianças que possuíam, inteligência e habilidades superiores ás normais, eram escolhidas para serem Sacerdotes e Sábios, onde desde pequenas recebiam preparação especial, uma delas constituía numa técnica que se utilizava panos e madeira, presos à cabeça desde muito pequenas, possibilitavam o aumento do crânio dessas crianças, e eles acreditavam que com isso se tornariam mais inteligentes, com aumento no número de neuronios(outro facto que levam os Estudiosos da Historia Oculta afirmarem que eram crânios de Seres não Humanos).
A Civilização Tiwanaku, assim como as suas sucessoras, possuíam boa técnica de Mumificação de corpos, e possuem Múmias, tão Antigas, e até mais Antigas do que as Egípcias. O que certamente ajudou na conservação dessas múmias, é o clima frio e seco.

Curiosidades;

Foi encontrado um conjunto Cerimonial, onde se plantavam cabeças Humanas e de Animais, o qual era um Símbolo de Renascimento e que, acreditavam, traria Fertilidade ao solo.
Foram também,encontrados trechos de estrada de 3 m de largura.
Ofereciam Lhamas e Alpacas aos Deuses (encontrados num Templo Descoberto em Agosto de 2000), e segundo Descobertas Tiawanaku teria quase 600 km².

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O Antigo Egipto e Tutancamon

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Terra do Nilo e das Pirâmides, o Egipto fascina quem dele se aproxima, envolvendo a todos num clima de mistério e grandiosidade.
De Heródoto a Napoleão, e até os dias de hoje, a História da Civilização Egípcia vem sempre envolta numa nuvem mística, quase etérea, resultado da inevitável mistura de Deuses, Mitos, Monumentos e Personagens que marcaram, indelevelmente, a história da Humanidade. Quando se fala no Egipto da Antiguidade, as primeiras coisas que nos vêm à mente são as imagens das grandes Pirâmides, as múmias e artefactos dos Museus, os Templos e a atmosfera romanesca que cerca tudo o que diz respeito ao tempo dos Faraós, que a literatura e o cinema nos mostram como sempre presentes nas Expedições Arqueológicas, envolvidas por um clima de conto policial de Agatha Christie.
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Sem qualquer sombra de dúvida, a Civilização do Egipto Antigo atiça a nossa imaginação pela aura de grande mistério que a envolve. No entanto muito já se sabe a respeito do modo de Vida, da sua estrutura social, da estrutura economica, das relações Políticas do Egipto Faraonico.Mas muitas vezes a circulação dessas informações fica restricta ao meio académico ou a umas poucas centenas de Pesquisadores dedicados. Infelizmente há muitas coisas que não chegam a público, originando a formulação de idéias de encobrimento da sua Origem e ideias de Conspiração, engrossando um extenso rol de crenças sobre a Cultura Egípcia, difícil de ser combatido.
Uma equipa de Cientistas conseguiu fazer uma reconstituição das feições de um dos Faraós mais famosos do Antigo Egipto, Tutancamon. Três grupos de Peritos - Franceses, Egípcios e Americanos - reconstruiram modelos separados mas semelhantes de como seria o rosto do Faraó usando radiografias.
Os Franceses e Egípcios sabiam quem estavam recriando, mas os Americanos não foram informados de onde vinha o modelo do crânio analisado.
Os modelos do menino-Rei, morto 3.300 anos atrás, revelaram um jovem com bochechas rechonchudas e um queixo arredondado.
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Os modelos têm uma semelhança surpreendente com a máscara que cobriu a face mumificada de Tutancamon quando os seus despojos foram encontrados pelo arqueólogo britanico Howard Carter em 1922, e outras imagens antigas.

"Formatos de rosto e crânio nos modelos são notavelmente semelhantes a uma imagem famosa de Tutancamon quando criança, onde ele é retratado como Deus Sol na Alvorada partindo de uma flor de Lótus", disse o Secretário do Conselho Supremo de Antiguidades do Egipto, Zahi Hawass.

Usando imagens de tomografia computadorizada de alta resolução, a equipe Americana identificou correctamente que o crânio vinha de um Norte-Africano.

"As diferenças primárias (das reconstruções dos de Americanos e Egípcios) estavam no formato da ponta do nariz e orelhas", disse Hawass.

As versões Francesa e Americana também traziam nariz e queixo de formato semelhante, mas a equipe Egípcia chegou a um nariz mais pronunciado, de acordo com o Arqueólogo.
As imagens de tomografia computadorizada - as primeiras obtidas de uma múmia Egípcia - foram obtidas em Janeiro. Elas sugerem que o Rei não era muito robusto, mas um homem saudável de 19 anos, quando morreu, provavelmente vítima de complicações resultantes de uma fractura na perna e não de assassinato, como se suspeitava.
Quando foram feitas radiografias do corpo, em 1968, um fragmento de osso foi encontrado em seu crânio levando a especulações de que ele havia sido morto com um golpe.
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Pouco se sabe sobre os dez anos de Reinado de Tutancamon depois que ele sucedeu Akhenaton, que abandonara os velhos Deuses do Egipto em favor do Monoteísmo.
Alguns Historiadores dizem que ele teria sido morto por tentar trazer de volta o Politeísmo. Outros acreditam que ele foi assassinado por Ay, o segundo em comando, e que acabou sucedendo ao jovem Faraó.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O Misterioso Homem da Máscara de Ferro

Alexandre Dumas baseou-se na historia do Misterioso prisioneiro da Mascara para escrever mais uma emocionante história dos 3 Mosqueteiros e de D'Artagnan...
Eis a verdadeira história do “Máscara de Ferro”;

A Bastilha, foi construída em 1370 e tornou-se numa prisão durante o reinado de Carlos VI; durante a Regência do Cardeal Richelieu, no século XVII, tornou-se uma prisão para nobres ou letrados, opositores à religião oficial, adversários políticos, agitadores políticos, etc.
No dia 14 de Julho de 1789 o povo de Paris saiu às ruas e invadiu a Bastilha, fortaleza que simbolizava o Absolutismo Real, libertando os seus 7 prisioneiros. Esse feito ficou conhecido como "A Queda da Bastilha", data Hoje,comemorada pelos Franceses .
Por volta de 1679, durante o Reinado de Luís XIV, um prisioneiro foi colocado sob a responsabilidade pessoal do Sr. De Saint-Mars, na época, era Comandante da Fortaleza e prisão de Pignerol, na Savóia. O prisioneiro, sem qualquer registro oficial da prisão, tinha a sua idade desconhecida, sendo simplesmente, pelos seus companheiros e pelos carcereiros da prisão, como sendo o "Máscara de Ferro".Era sem dúvida alguma, fora do comum, mesmo para os locais, onde figuras impares eram "armazenadas", a peculariedade desse preso, o requinte de maldade, numa tortura, aparentemente não dolorosa, mas infinitamente incomoda; pois o rosto do prisioneiro ficava totalmente escondido sob uma espécie de máscara aveludada preta, ligada mecanicamente a um "colarinho"de ferro, cujo mecanismo, impossibilitava a sua remoção sem ajuda de alguém. Embora o reconhecimento facial do preso fosse nulo, os seus movimentos ágeis e maneiras refinadas e elegantes, conduziam a um raciocínio, mesmo subjectivo, de ser ainda jovem e da Nobreza.
Por questões especificas, o "Máscara de Ferro" , na maior parte do tempo, era mantido bem longe das vistas dos demais presos, inclusive, sendo a ala do calabouço, na qual ficava a sua cela, muito bem guardada, e, para completar a segurança, um contacto restrito com a carceragem, sendo apenas uma pessoa escolhida para tal serviço.
Apesar do zelo extremo na segurança do "Mascara de Ferro", era tratado por todos com gentileza e respeito, principalmente pelo Sr.De Saint-Mars, comandante do presídio.
Em 1681, Saint Mars foi transferido para o comando do baluarte de Exilles, em Turim, que, naquela época, era de propriedade francesa; o preso também foi transferido e mantido como tal por seis anos, ou seja, no período completo em que durou a sua gestão.Transferido em 1687, para o Mediterrâneo, como comandante da Ilha de Santa Margarida, Saint Mars, mais uma vez o "Máscara de Ferro", ainda sob a sua responsabilidade, foi conduzido para outra prisão. O infeliz prisioneiro, encarcerado na masmorra da Fortaleza, tentou em vão, de uma forma desesperada, estabelecer contacto com o mundo exterior; com os parcos recursos que dispunha, ora através de fiapos de linho, ora com materiais residuais, tentava a todo custo revelar a sua identidade, com mensagens imperceptíveis ou simbologia desconhecida, pelo menos para os directamente envolvidos.O seu esforço foi totalmente em vão, não demorando a ser descoberto pela guarda local, causando-lhe assim, mais vigilância redobrada, permanecendo preso por aproximadamente 11 anos, quando, em 1698, Saint Mars, retirado do comando da Ilha, para ir dirigir a prisão "A Bastilha", construída em 1370, situada em Paris, já célebre por ter abrigado os mais diversos e notáveis personagens.
Como das vezes anteriores, tornando-se um procedimento usual, recebeu ordens expressas para levar o "Mascara de Ferro" para a Bastilha. Foi uma longa viagem, planejada com detalhes cuidadosos, guarnecidas por uma robusta escolta de soldados para proteger as duas carruagens utilizadas no translado; uma delas, a primeira, levando o "Máscara de Ferro" e a segunda, conduzindo o novo comandante da Bastilha.Como não poderia ser diferente, ao ser levado da carruagem para as instalações destinadas á sua pessoa, o Máscara de Ferro foi alvo de grande curiosidade dos presentes; todas as refeições de Saint Mars, foram sempre acompanhadas pelo misterioso prisioneiro.O militar, tinha ao seu alcance, devidamente preparadas, duas pistolas sobre a mesa, para que não duvidassem da seriedade e do zelo no cumprimento do dever. Conforme procedimentos anteriores, também na Bastilha, nenhum registro do infeliz prisioneiro foi feito, permanecendo dessa forma, por mais cinco longos anos; em Novembro de 1703, subitamente e de uma forma totalmente misteriosa, o Máscara de Ferro adoece num dia e morre no outro, tendo sido enterrado no cemitério de Saint-Paul, e aí sim, pela primeira vez, seu suposto nome foi revelado, constando dos registros , como sendo De Marchiel, com 45 anos de idade.
Qual era a verdadeira identidade do misterioso homem da Máscara de Ferro?E porquê foi tão profundamente vigiado,durante tantos anos?
Em 1711 a cunhada do rei, a Princesa Palatine, mencionou a história numa carta á sua tia.

"O prisioneiro foi tratado muito bem..." escreveu ela, "mas dois mosqueteiros vigiavam-no o tempo todo, prontos para matá-lo caso ele tentasse tirar a sua máscara."

Ele odiava a sua máscara, dormia  e comia com a máscara, e provavelmente morreu com a máscara. Durante os mais de vinte anos que esteve preso, por mais sigilo que se tenha tomado, os rumores fossem espalhados, por toda a França, no Reinado de Luis XIV.
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Várias foram as versões que apareceram referente á Lenda do homem da Máscara de Ferro;

Era o irmão gémeo do Rei, tendo sido excluso, pelo cardeal Richelieu, para poder preservar a integridade do governo da França; o motivo da colocação de uma máscara, foi o de proteger a sua verdadeira identidade, evitando que os cidadãos percebessem a grande semelhança com o Rei.
Outra versão dos factos afirmava que Ana, da Áustria, mãe de Luis XIV, tinha casado de forma secreta, com Mazarine, seu Ministro, tendo, como resultado da união, um filho, um irmão consanguíneo de Luis XIV.
Também, uma colocação muito divulgada sobre a lenda do Máscara de Ferro , era de que seria o duque de Mommouth, um pretendente ao Trono da Inglaterra. Uma das versões fantásticas e até preferida era de que o prisioneiro seria o filho natural do Rei, com uma das suas amantes Lavaltiere, Montespan ou Maintenon.

O Mistério em torno do "Máscara de Ferro sempre intrigou os Historiadores.Consta que o próprio Voltaire acreditava na versão, de que o cativo não era outro senão o filho mais velho de Ana da Áustria.
A versão aparentemente mais confiável, e acreditada na época, afirmava que o prisioneiro era o Conde Mattoli, agente do Duque de Mântua e que havia sido encarregado das negociações para entrega da Cidade de Casale à França, tendo caído no desagrado do Rei pelo modo como conduzira o "Affaire". Segundo se afirmou; o rei mandara prendê-lo secretamente, entregando-o à guarda permanente de Saint Mars, que era, então, o comandante de Pignerol.
Na destruição da Bastilha, em 1789, com a queima da maior parte dos arquivos, tornou extremamente difícil novas investigações.
Em 1872, o Sr. Jung, oficial de gabinete que tinha acesso a todos os documentos até então existentes em França, efectuou um extenso e minucioso estudo do caso, que dera margem a tantas controvérsias.
No seu relatório concluiu;

"O prisioneiro, conhecido pela alcunha de "Máscara de Ferro", era um Nobre de Lorena, o cavalheiro De Hermoises, acusado de insuflar uma revolta, conspirando ainda contra a vida de Luis XIV."

 Jung relaciona De Hermoises com a notória madame de Brinvilliers, cujas poções venenosas haviam acabado com a vida de muitas pessoas e que, sob tortura, confessou a trama que urdiam contra o rei de França.
A despeito dos esforços do sr. Jung, as suas conclusões não foram aceitas pela grande maioria; sendo assim, o mistério do "Máscara de Ferro", através dos séculos, permanece  insolúvel, perfilando entre os grandes Enigmas da história .


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

As Minas do Rei Salomão

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Quando Salomão ascendeu ao trono, Israel tinha tudo para se tornar a mais poderosa nação do Oriente Próximo.
O Egipto e a Babilónia, as maiores potências dessa época,encontravam-se debilitadas devido a problemas internos e políticos. As pequenas nações vizinhas não apresentavam grandes problemas devido às acções dos Reis Saul e Davi. Toda esta situação era muito favorável aos Judeus e Salomão aproveitou esta oportunidade.Dividiu o seu Império em províncias administrativas,construiu estradas e entrepostos comerciais nos lugares mais distantes.
Salomão era hábil e manteve a paz no seu País por quarenta anos,formou o que talvez tenha sido o exército mais poderoso da história Judia e firmou acordos que muito lhe valeram, como o firmado com Hirã, Rei de Tiro,Fenícia.
Apesar de todo o poder do seu exército, Salomão preferia "comercializar a guerrear".
Com o acordo firmado com Hirã,foi possível construir um Templo, que era um dos seus sonhos, e uma numerosa esquadra comercial que, segundo hoje se sabe, navegava por todo o Mediterrâneo, visitando também a Cornualha, no Sul da Inglaterra, a Índia e o litoral Atlântico da África.
A exploração de minas distantes fornecia ao Rei,os metais de que precisava, principalmente largas quantidades de cobre e ouro.
Após a morte de Salomão, porém, Israel e Tiro entraram em rápida decadência, esmagados por inimigos externos e disputas internas.
O tráfico naval foi interrompido e os entrepostos coloniais entregues à sua própria sorte. Algumas colónias, como Cartago, prosperaram e sobreviveram.
As outras foram abandonadas, e entre elas, estava Ofir, a misteriosa cidade africana onde operários vindos de Tiro extraíam ouro para o rei Salomão. Vestígios de uma imponente cidade-fortaleza foram encontrados por exploradores modernos em plena selva africana, a apenas 300 Km de Sofala.As suas construções lembram-nos o estilo Fenício.As suas ruas, muralhas e depósitos apresentam uma técnica de construção típica dos Fenícios, sem ligadura de cimento. Outro factor interessante e que parece corroborar com a crença de ter sido esta a cidade perdida de Ofir, é que o desenho do pássaro com asas abertas, idêntico ao que faziam os Fenícios noutras Cidades por eles construidas, foi encontrado nestas ruínas. Também foram encontradas nas proximidades, ruinas análogas menores, que os naturais chamam pelo nome de Zimbabye ou Zimbabwe, que significa "Casa Real" ou "Casa de Pedra".O que mais surpreendeu os descobridores foram as minas de ouro abandonadas encontradas nas imediações. Minas estas com galerias e ferramentas com o puro estilo Fenício e fornos onde o metal extraído era fundido em barras.As galerias conduzem a um rico veio aurífero o qual apesar de ter sido bastante explorado, ainda conserva praticamente intacta sua fabulosa reserva.
Alguns estudos realizados por estatísticos, baseados em dados e documentos históricos calculam que o valor do ouro que dali saiu para os cofres de Salomão chegou aos 2 milhões de libras esterlinas.
Esta foi, provavelmente, uma das minas de Salomão, mas existem muitas outras á espera de serem descobertas...

Os Enigmáticos Fenícios

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Salomão é considerado o maior dos governantes dos Hebreus e o seu governo ficou caracterizado pela sua hábil política, formalizando acordos comerciais com Hirã, rei de Tiro, na Fenícia. Este acordo garantiu-lhe a ajuda necessária para construir o seu grandioso Templo, em homenagem ao Senhor de Israel.
Além das abundantes madeiras de cedro, retiradas das encostas do Monte Líbano, Hirã forneceu também máquinas, operários e habilidosos engenheiros. Sabe-se que os Fenícios navegaram por praticamente todo o globo, absorvendo culturas e conhecimentos provenientes de vários povos. Por este motivo, fica muito difícil avaliar o avanço da cultura genuinamente Fenícia. Não resta dúvida, no entanto, que as suas edificações e os seus conhecimentos de engenharia eram extraordinários.
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O Templo de Salomão foi durante muito tempo um ícone de beleza e o símbolo material do monoteísmo e do poder dos Hebreus, sendo admirado mais tarde pelos Romanos. Porém, não é a beleza desta edificação o que mais impressiona, e sim a constatação de que o Templo possuia pára-raios(incrivel,não???). No seu tecto, havia pontas metálicas de ferro que se ligavam ao solo por grossos fios de bronze.
Se conheciam os pára-raios, seria improvável acreditar que os Fenícios conhecessem também a electricidade,tal como os Egipcios?

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

As Diferenças Entre Guerreiros Atenienses e Espartanos

Os dois rivais,da Grecia,que fizeram mais "barulho" e nos deram a maioria das tradições foram Atenas e Esparta. Eles viviam juntos no mesmo País,mas estavam  distantes no que valorizavam e como eles viviam as suas vidas.
Uma das suas principais semelhanças era a sua forma de governo,tanto Atenas como Esparta tinham uma Assembléia, cujos membros eram eleitos pelo povo. Esparta foi governado por dois Reis,um governou até morrer e o outro foi forçado a sair do cargo. Atenas foi governada por "Arcontes"( eram magistrados supremos de algumas cidades-estados da Grécia Antiga, que foram eleitos anualmente).
Apesar de ambas as partes do governo de Atenas terem líderes eleitos, Atenas foi o lugar de nascimento da Democracia.

A vida Espartana era simples. O foco era a Obediência e a Guerra. A escravidão tornou isso possível libertando os jovens Espartanos,dos deveres domésticos e industriais,permitindo que eles se concentrassem nos seus deveres militares.
Os jovens eram treinados para serem Guerreiros e as raparigas eram treinadas para serem mães de Guerreiros.

Em contrapartida a  vida Ateniense era uma maravilha em Criatividade. Como Ateniense, podiam ter uma boa educação e poderiam seguir qualquer tipo de Artes ou Ciências.Também podiam servir no Exército ou na Marinha, mas não eram obrigados.Isso se aplicava apenas aos rapazes, as raparigas estavam restritas a outras actividades, não á Guerra, aos negócios ou á Educação).
Durante muitos anos, os Exércitos Espartanos forneceram a maior  parte da defesa das terras gGregas. O Heroísmo Espartano na Batalha de "Thermopylae", durante as Guerras Persas, inspirou toda a Grécia a lutar contra as forças  dos Persas invasores. Atenienses e Espartanos lutaram lado a lado na Batalha de "Plataea" , que encerrou as invasões Persas da Grécia.
Uma maneira pela qual Atenas e Esparta realmente diferiam era na forma de se entenderem com o resto dos Gregos. Esparta estava satisfeita por providenciar o Exército e assistência quando necessário. Atenas, por outro lado, queria controlar cada vez mais a terra ao redor deles. Isso acabou levando à guerra entre todos os Gregos;a Guerra do Peloponeso.
Depois de muitos anos de luta dura, Esparta ganhou a guerra. No verdadeiro espírito Grego, Esparta recusou-se a queimar a cidade de Atenas. Em vez disso, a cultura e o espírito de Atenas podiam viver, desde que os Atenienses não desejassem mais governar os outros Gregos.
Desta forma, a influência de Atenas permaneceu e tornou-se mais forte.
Outras Cidades-Estados tinham os mesmos tipos de Templos, edifícios e locais de encontro, mas foi Atenas que se tornou mais famosa.