segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Queda do Império Maia

Enigmas

Nas florestas tropicais da Guatemala, houve outrora uma grande civilização: O Maias.Este povo era muito evoluído para a época;construíram grandes cidades,admiráveis templos e pirâmides.No seu auge,por volta do ano 900 DC, a população contava com 200 pessoas por quilómetro quadrado,nas áreas rurais e 800 nas áreas urbanas (comparável ao centro de uma cidade,como Los Angeles).Este "Período Clássico" da civilização Maia durou cerca de seis séculos. Então, por alguma razão, ele ruiu. A queda do Império Maia é um dos grandes mistérios do mundo antigo. Mas ela é mais do que uma curiosidade histórica.
Nas imediações das ruínas Maias, na região de Petén, próximo à fronteira com o México, a população está crescendo novamente e a floresta tropical está sendo cortada para dar lugar a zonas agrícolas."Aprendendo o que os Maias fizeram certo e o que eles fizeram errado, talvez nós possamos ajudar o povo local a encontrar formas sustentáveis de trabalhar a terra e parar com os excessos que destruíram os Maias," afirma Tom Sever, cientista do Centro Espacial Marshall, da NASA.Sever, que é o único arqueólogo da NASA,utiliza satélites para examinar as ruínas Maias. Combinando esses dados com as descobertas da arqueologia tradicional, Sever e outros cientistas conseguiram entender o que aconteceu.A partir do pólen preso em camadas antigas dos sedimentos de lagos, os cientistas descobriram que, há 1.200 anos atrás, pouco antes do colapso da civilização Maia, três tipos de pólen desapareceram quase completamente e foram substituídos por pólen de ervas daninhas,ou seja a floresta foi quase totalmente devastada.Sem árvores, a erosão deve ter aumentado, drenando o solo fértil. A alteração na cobertura vegetal pode ter aumentado a temperatura da região,até seis graus, de acordo com simulações feitas em computador, pelo climatologista Bob Oglesby, colega de Sever na NASA. Essas temperaturas secaram o solo, tornando-o ainda menos adequado para o plantio.Estas temperaturas podem ter alterado os padrões de chuva, afirma Oglesby. Durante a estação seca no Petén, a chuva é escassa e a água subterrânea está muito profunda (mais de 150 metros).Os Maias dependiam das águas da chuva, armazenadas em reservatórios,a variação na ocorrência de chuvas pode ter tido terríveis consequências.Alterações na formação de nuvens e na incidências de chuvas está ocorrendo,hoje,na América Central onde a floresta foi derrubada. Será que a história está se repetindo?"Arqueólogos perguntam-se se a queda do Império Maia foi causada pela seca, pela guerra ou por doença, ou uma série de outras possibilidades, como instabilidade política," diz Sever. "Agora nós achamos que todos esses factores tiveram o seu papel, mas que eles eram apenas sintomas. A verdadeira causa foi a falta de comida e água, devido a uma combinação de seca natural e devastação florestal feita pelo homem."Cerca de metade da floresta original foi destruída nos últimos 40 anos, cortada por agricultores praticando a agricultura do "cortar e queimar".É a matéria orgânica que dá fertilidade ao solo, assim,3 a 5 anos depois,força o agricultor a seguir adiante.Se este ritmo continuar em 2020, apenas entre 2 e 16 por cento da floresta original existirá.Parece que se está a repetir os mesmos erros dos Maias. Sever e seu colega Dan Irwin investigaram fotos de satélites,onde encontraram sinais de canais de irrigação e drenagem em áreas pantanosas (chamadas "bajos" pela população local) próximas às ruínas Maias. Os moradores actuais fazem pouco uso dessas áreas baixas, e os arqueólogos consideram que os Maias também não as utilizaram. Durante a estação chuvosa, de Junho a Dezembro, os”bajos” são muito lamacentos e, na estação seca, eles estão ressequidos. Nenhuma das duas condições é adequada ao plantio.Sever suspeita que esses canais eram parte de um sistema projectado pelos Maias para controlar a água dos “bajos” e assim poderem cultivar. Eles poderiam cultivar as terras altas durantea estação das chuvas e os “bajos” durante a estação da seca e poderiam ter cultivado os” bajos” ano após ano...É uma idéia intrigante. Sever e seus colegas estão explorando,esta possibilidade, com o Ministério da Agricultura da Guatemala. Estão trabalhando com Pat Culbert da Universidade do Arizona e Vilma Fialko do Instituto de História e Antropologia da Guatemala para identificar áreas nos “bajos” que sejam adequadas ao plantio nessas áreas, com canais de irrigação e drenagem inspirados pelos Maias.

EBOOK-Os Mistérios dos Antigos Maias,de Samael Aun Weor,em pdf;

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