segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Enigma de Kasper Hauser

Enigmas

No dia 26 de Maio de 1828, um adolescente,talvez com 15 anos,apareceu nas ruas de Nuremberga, Alemanha,trazendo uma carta consigo que estava endereçada ao capitão do sexto regimento de cavalaria,explicando parte da sua história,um pequeno livro de orações, entre outros itens que indicavam que ele provavelmente pertencia a uma família da nobreza.O autor anónimo dizia que o rapaz havia lhe sido dado em custódia, quando criança, em 7 de Outubro de 1812, e que ele nunca o deixou “dar um único passo fora da minha casa”.
Hauser alegou que ele tinha, até onde conseguia se lembrar, passado a sua vida totalmente sózinho,numa cela escura de 2×1×1.5 metros (um pouco mais do que o tamanho de uma cama de solteiro, em área), com somente uma cama de palha e um cavalo esculpido em madeira como brinquedo. Hauser disse que o primeiro ser humano que ele alguma vez teve contacto era um homem misterioso, que o havia visitado não muito antes de sua libertação, sempre tomando muito cuidado para não lhe revelando sua face.
Entre as idiossincrasias originadas pelos seus anos de solidão, Hauser odiava comer carne e beber álcool, já que aparentemente havia sido alimentado basicamente por pão e água. Aprendeu a falar, a ler e a se comportar, e a sua fama correu a Europa, tendo ficado conhecido à época, como o "filho da Europa". Obteve um desenvolvimento do lado direito do cérebro notoriamente maior que o do esquerdo, o que teoricamente lhe proporcionou avanços consideráveis no campo da música.
De acordo com rumores contemporâneos – provavelmente correntes no máximo no início de 1829 – Kaspar Hauser era o príncipe hereditário de Baden, que nasceu em 29 de Setembro de 1812 e que morreu num mês. Foi alegado que este príncipe foi trocado por um bebê morrendo, e que realmente havia aparecido 16 anos depois como “Kaspar Hauser”, em Nuremberga.
Hauser foi assassinado com uma facada no peito, em Dezembro de 1833, nos jardins do palácio de Ansbach. As circunstâncias e motivações ou autoria do crime jamais foram esclarecidas, apesar da recompensa de 10.000 Gulden (c. 180.000,00 Euros) oferecida pelo rei Luís I da Baviera.
Em 2002, a Universidade de Münster analisou cabelo e células do corpo a partir de mechas de cabelo e ítens de vestuário que diziam ser de Kaspar Hauser. As amostras de DNA foram comparadas com o segmento de DNA de Astrid von Medinger, uma descendente da linha feminina de Stéphanie de Beauharnais, que teria sido a mãe de Kaspar Hauser se de facto ele era o príncipe hereditário de Baden. As sequências não eram idênticas, mas o desvio observado não era grande o suficiente para excluir um relacionamento, pois poderia ter sido causado por uma mutação.

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