quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O Enigma do Castelo de Gisors

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O Enigma do Castelo de Gisors,um dos muitos Mistérios dos fascinantes Templários...

Escavações Clandestinas;

Nascido na região,Roger Lhomoy tinha ouvido muitas vezes que o porão do castelo continha um tesouro fabuloso.Alguns não hesitam em afirmar que este tesouro dos Templários foi muito presente na região.
Nos anos quarenta,Lhomoy é contratado para guardar o castelo e a Câmara Municipal atribui-lhe uma residência dentro do próprio complexo medieval,o que dá imensa alegria a Lhomoy,que assim se vê com tempo e privacidade para se dedicar ao às suas pesquisas…
Em 1946,alega ter descoberto um depósito de caixões e sarcófagos sob uma torre do castelo onde ele trabalhava,depois de ter feito uma escavação nas imediações.O castelo é um magnífico exemplo da arquitectura feudal,e pertencia à Ordem dos Templários, desde o século XII.Clandestinamente,à noite,o jardineiro cava ajudado pelo seu material um acesso até uma galeria a cerca de vinte metros de profundidade.Certa noite depara-se com um muro e, após uma das pedras retiradas,percebe que estava na frente de uma parede de uma sala grande.Ele tentou iluminar a sala,mas o seu equipamento pobre não o ajudava muito.Tinha encontrado uma cripta de cerca de trezentos metros quadrados e quatro metros e meio de altura.Parecia corresponder a uma antiga capela,onde podia ver o altar,apoiado nas paredes, com estátuas de Cristo e dos apóstolos.Mas o que chamou a sua atenção foram os muito sarcófagos de pedra ,dezanove,que cobriam as paredes da cripta. Além disso,trinta caixas metálicas enormes coroavam a descoberta do jardineiro.

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Informou as autoridades e espalhou-se a notícia,uma multidão reuniu-se na cena dos resultados, mas as decepções não demoraram a vir.Ninguém se atreveu a ir por esse buraco cavado que, constantemente ameaçava ruir,até que o comandante dos bombeiros locais,Émile Beyne, voluntariamente se prontificou.
Mas,depois de uns avanços,Beyne desistiu a apenas quatro metros do final.Ele explicou que era demasiado arriscado e que a falta de ar o impediu de prosseguir,depois de negar a possibilidade de alcançar o santuário descrito por Robert Lhomoy.
No entanto Lhomoy persistiu,e com a confirmação do eco por parte do bombeiro Beyne, o jardineiro achou que tinha razões suficientes para conseguir uma autorização por parte da Câmara para escavar mais, e assim trazer à luz a sua descoberta.
Não só a autorização foi-lhe recusada,como a Câmara enviou para o local uma equipa de prisioneiros alemães que aterraram por completo o local,para desespero de Lhomoy.
Durante largos anos o assunto foi morrendo e as descobertas do jardineiro cairam no esquecimento,até à publicação do livro"Les Templiers sont parmi nous",de Gérard de Sède,em Maio de 1962.
O assunto salta de novo para a ribalta.O jardineiro Lhomoy é convidado para o programa televisivo "Lecture pour tous".Como consequência das declarações televisivas de Lhomoy,espalha-se o pandemónio nos meios arqueológicos e administrativos.As autoridades patrimoniais encarregadas de Gisors,bem como responsáveis pelos arquivos departamentais e outras importantes figuras da cidade,surgem publicamente a desmentir as declarações do jardineiro,afirmando que é impossível que exista uma cripta sob o torreão de Gisors.
Nesse mesmo mês,possivelmente para tentar acabar com a polémica,André Malraux, então Ministro de Estado para os Assuntos Culturais,decide selar o torreão de Gisors e levar a cabo um empreendimento arqueológico em grande escala.A empreitada tinha como objectivo a limpeza dos túneis escavados por Lhomoy,que a Câmara mandara aterrar em 1946.A 12 de Outubro de 1962,tendo sido dadas como terminadas as escavações arqueológicas,tem lugar uma conferência de imprensa junto à base do torreão de Gisors.Pedem a Lhomoy que desça ao fundo do túnel recém-esvaziado,que acabava num beco sem saída.O jardineiro regressa à superfície,lavado em lágrimas,dizendo que seria necessário escavar um pouco mais fundo.

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Em Fevereiro de 1964,o ministério ordena que se siga a sugestão de Lhomoy e as escavações são retomadas.Mais uma vez,o relatório final é desanimador;nenhum sinal da cripta.Segundo o autor Michel Lamy de"Os Templários",nesta segunda campanha arqueológica governamental,o local teria sido declarado zona militar e dotado de procedimentos de vigilância e segurança bastante apertados.
Lhomoy mentira?Mas então...porquê tamanho aparato militar se não existisse mesmo alguma coisa a proteger ou a esconder???
A verdade é que existem numerosos registos históricos que dão conta de uma capela subterrânea em Gisors dedicada a Santa Catarina.Além que são relativamente bem conhecidos os subterrâneos de Gisors,uma rede de túneis que se alinham sobre um eixo norte-sul,o que permite supor uma ligação subterrânea entre o castelo de Gisors e a igreja do local,Saint-Gervais-Saint-Protais.
Michel Lamy refere outros indícios da existência da capela subterrânea de Santa Catarina,nomeadamente nas obras de Antoine Dorival,"Tableau poétique de l’église de Gisors"(1629),e de Alexandre Bourdet,"Remarques sur l’histoire de Gisors"(1696). Esta última contém mesmo um esboço em corte da capela de Santa Catarina.Sugere Lamy que “foi talvez este documento ou uma cópia que permitiu a Lhomoy fazer a sua descrição do local”.
Em suma,entende-se bem a utilidade desta história de Gisors para a mistificação do Priorado de Sião.Plantard interessara-se por este local pela razão evidente de que a capela de Santa Catarina,com os seus lendários trinta cofres em metal precioso, era um bom local para ele situar os fantasiosos “arquivos secretos do Priorado de Sião”.
Porquê o interesse em manter as caixas escondidas e os sarcófagos que permanecem na cripta?Esse Mistério terá a haver com o tesouro dos Templários?Ou,talvez,com os arquivos secretos do Priorado de Sião?
Algum dia,talvez,possamos esclarecer estas questões,através de alguém que não seja guiado pela ignorância,medo ou interesses obscuros,evitando a todo custo que se faça luz...
Enquanto isso,os subterrâneos de Gisors guardam zelosamente o seu segredo.

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