segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Rainha/Faraó Maatkare Hatshepsut

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Hatshepsut nasceu em Tebas e era a filha mais velha de Tutmés I(Tutmósis I) e da rainha Ahmose, o primeiro rei e rainha do clã Thutmosid da 18 ª Dinastia. Tutmés I e Ahmose são conhecidos por ter tido apenas uma outra criança, uma filha Akhbetneferu (Neferubity), que morreu na infância. Tutmés I também se casou com Mutnofret, possivelmente uma filha de Ahmose I, e produziu vários meio-irmãos de Hatshepsut;Wadjmose, Amenose, Tutmés II, e possivelmente Ramose, através dessa união.
Ambos Wadjmose e Amenose estavam preparados para suceder ao seu pai, mas não viveram para além da adolescência. Na infância, Hatshepsut foi favorecida pelo Templo de Karnak, contra os seus dois irmãos e pelo seu pai.
Hatshepsut, aparentemente, tinha uma estreita relação com os seus pais e, posteriormente, produziu uma propaganda em que o seu pai Tutmés I supostamente a nomeou como sua herdeira directa .Hatshepsut vestia como um homem e usava uma barba falsa para provar que ela poderia ser Faraó e governar o Egipto no seu pleno direito.


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Hatshepsut foi casada com o seu meio-irmão, Tutmés II(seguindo um costume que existia no Antigo Egito que consistia em membros da família real casarem entre si),com quem ela reinou por cerca de 14 anos,. Percebendo a natureza ambiciosa da sua irmã-esposa, Tutmés II, declarou o filho,com Isis,do seu harém,para ser seu herdeiro, mas quando o jovem Tutmés III subiu ao trono, Hatshepsut tornou-se regente e prontamente usurpou a sua posição como governante.
Assim,no ano 7, Hatchepsut deixa de ser rainha, assume os cinco nomes que estavam reservados aos faraós. Para legitimar a sua posição, Hatchepsut, junto com os membros do clero de Amon, recorreu a um relato que fazia de si filha do deus Amon-Rá (teogamia).

"Bem-vindo minha querida filha,minha favorita, rei do Alto e Baixo Egipto, Maatkare, Hatshepsut. Tu és o Rei, tomando posse das Duas Terras..."

Nas paredes do templo funerário de Hatchepsut, em Deir el-Bahari, está representado o episódio que relata a concepção e nascimento da rainha-faraó.
Apesar de não concordarem, os sacerdotes foram obrigados a legitimar a história, pois viviam bem e com muitas mordomias, principalmente por causa das doações que a rainha fazia a eles. Acreditaram que se o Deus Amon não ficasse satisfeito com as decisões da rainha, o Egito sofreria com pragas e colheitas ruins, e então eles poderiam agir. Mas parece que Amon-Rá estava de acordo com as idéias de Hatshepsut, pois ela governou em um período de muita prosperidade e tranquilidade.
Vestia-se como um rei, mesmo usando uma barba falsa e os egípcios parecem ter aceite este comportamento inédito.


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Após sua morte, aos 37 anos e com 22 anos de reinado, Tutmés III subiu ao trono do Egipto. Hatchepsut foi enterrada na tumba KV20.

A Descoberta da Rainha/Faraó;


Tendo em conta que o nome de Hatchepsut foi suprimido das principais listas de reis do Antigo Egipto, desconheceu-se durante muito tempo a existência de Hatchepsut. Em meados do século XIX, quando a Egiptologia se estruturou como campo do saber, iniciou-se a redescoberta da rainha-faraó. Em 1922-1923 o egiptólogo Herbert Winlock, que realizava escavações em Deir el-Bahari na área pertencente ao rei Mentuhotep II, encontraria uma série de estátuas de Hatchepsut. Uma parte destas estátuas estão hoje no Museu Egípcio do Cairo e no Metropolitan Museum of Art. Recentemente a múmia de Hatchepsut foi localizada através de uma pesquisa que contava com testes de DNA, tomografia computadorizada, entre outras 2 múmias, e um grande mistério que envolvia sua morte. Através de um dente molar, encontrado em uma caixa mortuária de madeira e com seu nome entalhado, que também continha seu fígado mumificado, foi possível afirmar que uma das múmias em questão era a de Hatchepsut. Cientistas descobriram também que sua morte foi devido a uma infecção na gengiva.

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