terça-feira, 11 de outubro de 2011

A Civilização Fenícia

Povos Antigos


Os Fenícios eram nomeados como Sidónios pelo Antigo Testamento e Fenícios pelo poeta Grego Homero, eram um povo de língua Semítica, ligados aos Cananeus da antiga Palestina. Fundaram as primeiras povoações na costa Mediterranica por volta de 2500 a.C. No começo de sua história desenvolveram-se sob a influência das culturas Suméria e Acádia da vizinha Babilónia. Por volta de 1800 a.C., o Egipto, que começava a formar um Império no Oriente Médio, invadiu a Fenícia, controlando-a até cerca de 1400 a.C. Por volta de 1100 a.C. os Fenícios tornaram-se independentes do Egipto e converteram-se nos melhores comerciantes e marinheiros do mundo clássico.



Povos Antigos


A sua contribuição mais importante para a civilização,para além da navegação,foi o alfabeto,para facilitar os seu comércio. Atribui-se também a esta Cultura a invenção da tinta de púrpura(tão desejada pelos Romanos) e do vidro. As cidades Fenícias foram famosas por sua Religião Panteísta ,pelos seus Templos e eram o centro da vida cívica. A Sua Divindade mais importante era Astarte,filha de Baal e irmã de Camos,era a Deusa da Lua,da Fertilidade,da Sexualidade e da Guerra.Era principalmente Adorada em Sidon,Tiro e Biblos.


Povos Antigos


Encontraram-se muitos vestígios de uma povoação Fenícia no sítio Arqueológico de Nora, na ilha da Sardenha. As ruínas Fenícias mais antigas datam do século VII a.C.


Povos Antigos


Os Fenícios foram os maiores navegadores do Mundo Antigo. Com audácia, perícia e grandes Galeras, percorreram o mar Mediterrâneo, atingiram o Atlântico e viajaram em torno da África.Há quem afirme que eles chegaram á América...
Aliando vocação marítima com habilidade comercial, fundaram importantes Colónias, como Cartago.

Características da Fenícia

A Fenícia, terra de marinheiros e comerciantes, ocupava uma estreita área, com aproximadamente 40 km de largura, entre o mar Mediterrâneo e as montanhas do Libano. Atualmente essa região corresponde ao Libano e a parte da Síria.
O solo montanhoso da Fenícia não era favorável ao desenvolvimento da agrícola e pastoril. Vivendo como que espremido no seu pequeno território,perceberam a necessidade de se lançarem ao mar e desenvolver o comércio pelas cidades do Mediterrâneo,que eram os escoadouros naturais das caravanas de comercio que vinham da Ásia em direção ao Mediterrâneo.
No entanto,a Fenícia era rica em cedros, que forneciam a valiosa madeira para a construção de navios,possuía bons portos naturais nas suas principais cidades;Ugarit, Biblos, Sidon e Tiro.
Tinha praias repletas de um molusco (múrice), do qual se extraía a tão célebre púrpura, corante de cor vermelha utilizando para o tingimento de tecidos, muito procurados entre as elites de diversas regiões da Antiguidade,tal como acima referi,principalmente,pelos Romanos...
A Fenícia era formada por um conjunto de cidades-Estado autónomas. Cada cidade tinha um governo independentes, exercido pelos membros da classe aristocrática, composta por ricos comerciantes, armadores e artesãos. De modo geral, o chefe do governo era um Rei, cuja função transmitia-se por hereditariedade. Mas a autoridade do Rei não era absoluta. Ele a exercia em sintonia com a elite Aristrocrática da qual saíam os membros de um conselho de Anciãos e de Magistrados, conhecidos como "Sufetas".
Muito frequentemente, as cidades Fenícias entravam em guerra, disputando entre si novos mercados para seus produtos. Algumas dessas cidades pagavam tributos a povos estrangeiros, para receber, em troca, segurança e tranquilidade contra os seus rivais do comércio.
Nenhuma cidade fenícia era suficientemente poderosa para impor completamente dominação sobre as demais. No entanto, podemos identificar, em períodos diferentes, cidades mais importantes do que outras;

Desde meados do III milénio a.C., Biblos destacava-se pelo seu movimentado porto comercial, tendo estabelecido relações de comércio com Chipre, Egipto e Creta. Por volta da metade do II milénio a.C., Sidon conquistou grande prestígio marítimo e comercial, tornando-se famosa pela exportação de tecidos de púrpura, perfumes, jóias e vasos. Finalmente, do século X ao século VIII a.C., Tiro alcançou a preponderância económica da Fenícia, comerciando com diversas localidades do Mediterrâneo. Deve-se à cidade de Tiro a fundação da importante colónia de Cartago, no norte da África.

Na maioria das cidades Fenícias a posição social dos indivíduos estava diretamente ligada à sua condição económica e ao papel que desempenhavam. A classe dominante era composta pelos empresários (comerciantes maritmos, donos das oficinas de artesanato, negociantes de escravos) e pelos funcionàrios e Sacerdotes a serviço do poder Real. Vinha, a seguir, uma classe composta pelos trabalhadores livres (artesãos, pescadores, camponeses, marinheiros) e pelos pequenos proprietários de comércio. A parcela social mais oprimida era composta pelos escravos domésticos e marinheiros pobres.
No século VIII a.C., as cidades Fenícias foram submetidas pelos Assírios. Em 586 a.C., foram conquistadas pelos Babilônios, com exceção da cidade de Tiro. Somente em 332 a.C., Alexandre Magno, da Macedonia, conquistou plenamente a Fenícia.

A Organização Social

Como o comércio era a atividade económica mais importante, a sociedade Fenícia dividia-se de acordo com a riqueza;

Os Sacerdotes, funcionários e mercadores controlavam a administração das Cidades-Estados e o comércio exterior. Os trabalhadores livres eram pequenos comerciantes, artesãos, marinheiros, pescadores e camponeses. Os escravos eram pouco numerosos, sendo utilizados em serviços domésticos.

A Economia Fenícia

A considerável parte dos produtos comercializados pelos Fenícios provinha das suas oficinas artesanais, que dedicavam à metalurgia (armas de bronze e de ferro, jóias de ouro e de prata, estátuas Religiosas),à fabricação de vidros coloridos e à produção de tintura de tecidos (merecem destaque os tecidos de púrpura). Por sua vez, importavam de várias regiões produtos como metais, essências aromáticas, pedras preciosas, cavalos e cereais. Tiro era a principal cidade que se dedicava ao comércio de escravos, adquirindo prisioneiros de guerra e vendendo-os aos soberanos do Oriente próximo.
Expandindo as suas atividades comerciais, fundaram diversas Colónias que, a princípio, serviam de bases mercantis. Encontramos Colónias Fenícias,para além de Cartago, em lugares como Chipre, Sicília, Sardenha e no Sul da Espanha.

O Alfabeto Fenício

O alfabeto fenício era composto por 22 sinais, sendo, mais tarde, aperfeiçoado pelos Gregos, que lhe acressentaram outras letras. O Alfabeto Grego deu origem ao alfabeto Latino, que é o mais utilizado atualmente.

Explorações Fenícias

Parece que os navegantes Fenícios foram os primeiros que se serviram da Estrela Polar para orientar as suas viagens, o que lhes permitiu aventurar-se fora do mar Mediterrâneo. A partir das Cidades-Estado de Tiro, Sidon e Biblos, ampliaram o seu comércio de cristais e tecidos tingidos de púrpura até o Mediterrâneo ocidental, em cuja colonização precederam os Gregos(Fundaram a cidade de Gades, atual Cádiz).Por volta do ano 600 a.C., segundo Heródoto, o Faraó Egípcio Nekó encarregou-os de circunavegar a África...a expedição demorou três anos para percorrer os 36.600 km do Litoral Africano.
Depois da conquista de Tiro por Nabucodonosor no ano 573 a.C., os Fenícios estabeleceram a nova capital em Cartago. Conseguiram controlar a passagem pelo estreito de Gibraltar e descobriram as ilhas da Madeira, Canárias e Açores. No século V a.C. cruzaram o canal da Mancha e chegaram à Cornualha. Hanon fundou seis Colónias na costa atlântica da África e explorou o Senegal, os rios de Gâmbia e a costa sul até a Serra Leoa ou Camarões.

A Religião Fenícia

Os Fenícios conservaram os antigos Deuses tradicionais dos Povos Semitas;as Divindades Terrestres e Celestes, comuns a todos os povos da Ásia Antiga.O estranho é que não deram a mínima importância às Divindades do mar.
Cada cidade tinha seu deus, Baal (Senhor), associado muitas vezes a uma Entidade feminina - Baalit. O Baal de Sidon era Eshmun (Deus da Saúde). Biblos adorava Adónis (Deus da Vegetação), cujo Culto se associava ao de Ashtart (Astarte...a Caldéia Ihstar...).Em Tiro rendia-se culto a Melcart e Tanit.
Para aplacar a ira dos Deuses sacrificavam-se animais. E, às vezes, realizavam-se terríveis sacrifícios humanos. Queimavam-se, inclusive, os próprios filhos. Em algumas ocasiões, 200 recém-nascidos foram lançados, ao mesmo tempo, ao fogo - enquanto as mães assistiam, impassíveis, ao Sacrifício.
Como vemos não só os Povos da America(Astecas,Maias e Outros...)cometiam actos terríveis e Barbaros em nome de Divindades,muitos outros povos Antigos,que podemos considerar mais civilizados,também os cometiam...

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