terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tell El-Amarna-A Cidade de Akhenaton

Egipto

Akhetaton, "o Horizonte de Aton", em Egípcio Antigo(Hoje Tell El-Amarna), foi a capital efémera do Egipto, residência real durante grande parte do reinado do Faraó Akhenaton e centro da nova religião estatal introduzida nessa altura. É uma das poucas cidades Egípcias que foi possível escavar de modo significativo. O seu traçado e arquitetura são bem conhecidos, pois foi abandonada uns 15 anos depois de ter sido fundada, escapando assim à destruição que teria resultado da habitação contínua. O Faraó Akhenaton construiu em solo virgem, não manchado por qualquer presença humana anterior, mas não se conhecem as razões exactas da sua escolha desta vasta baía na margem oriental do Nilo, a norte do maciço de Gebel Abu Feda. Recentemente tem-se sugerido que o aspecto da paisagem, semelhante a um vasto hieróglifo que designa "Horizonte", possa ter sido uma dessas razões.
As fronteiras de Akhenaton eram marcadas por uma série de estelas que rodeavam esta zona em ambas as margens do rio. Na margem ocidental,mais a norte (Estela A) fica em Tuna el-Gebel, enquanto na margem oriental Akhetaton chegava perto dos túmulos de el-Sheikh Said (Estela X).
Egipto
Embora tenha sido fonte de muitas obras de arte, Akhetaton desilude o visitante, pois quase não há edifícios de pé. O saque começou pouco depois de a cidade ter sido abandonada, com a remoção das pedras para locais de construção vizinhos, em especial para el-Ashmunein.
À exceção do lado virado para o rio, a planície de Akhetaton é inteiramente cercada por uma cadeia rochosa, interrompida de vez em quando por Uadis. A baía tem uns 10 km de comprimento e cerca de 5 km de largura, mas a cidade em si ocupa apenas a zona mais próxima do rio. A sua parte central, a mais importante, compreendia o Per-Aton-em-Akhetaton "o Templo de Aton em Akhetaton", conhecido por "Grande Templo", e o edifício ofical do estado, "o Grande Palácio", as partes principais deste último eram as seguintes;

-Os "Aposentots oficias", constituídos por uma série de pátios e salas com colunas e construídos em pedra

-O "Harem", com os aposentos dos criados anexos e a chamada "Sala da Coroação".

A residência particular de Akhetaton ficava do outro lado da rua e estava ligada ao "Grande Palácio" por uma ponte. Ali perto ficava o "Arquivo Oficial", que revelou em 1887, a correspondência diplomática em escrita cuneiforme (com caras de Akhetaton) trocadas entre Amenhotep III, Akhenaton e Tutankhamon e os seus vassalos, Soberanos da Palestina, Síria, Mesopotâmia e Asia Menor. Este aglomerado de edifícos oficiais era cercado, a Norte e a Sul, por residências privadas, oficinas, estúdios de escultores etc. Conhecem-se os nomes dos donos de muitas das casas através de elementos arquitetónicos inscritos, encontrados durante a escavação (o escultor Tutmose, o vizir Nakht e outros).
Próximo da extremidade da baía de Akhetaton encontrava-se o Maru-Aton, grupo de edifícos que compreendia também um lago, um quiosque numa ilha e canteiros de flores, decorado com pavimentos pintados. No extremo norte da baía estava o "Palácio do Norte", que é talvez mais uma residência real. A finalidade exacta de alguns dos edifícios de Akhetaton continua, no entanto, a ser alvo de conjectura.
Os Túmulos dos funcionários de Akhetaton foram cavados nos rochedos que cercam a planície. Se excluirmos Tebas e Sakkara, Akhetaton é o único local que se pode descrever como uma importante necrópole do Império Novo. Os Túmulos formam dois grandes grupos e obedecem a um plano semelhante ao dos Túmulos Tebanos da 18ª dinastia;um pátio exterior,e uma sala comprida e uma sala larga, ambas, por vezes, com colunas e um nicho para estátua. A decoração era em baixo-relevo. A data é revelada pelos temas novos e pelas invulgares convenções artísticas da arte de Akhetaton. Não se sabe como é que muitos destes túmulos foram realmente utilizados, tendo alguns dos seus donos mandado construir outros noutro sítio, quer antes, quer depois da transferência para Akhetaton. O túmulo nº 25 do grupo sul foi preparado para Aya, que veio a ser o penúltimo faraó da 18ª dinastia e que foi enterrado num túmulo no vale dos Reis, em Tebas nº 23.
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Akhenaton escolheu para túmulo da sua própria família uma ravina a cerca de 6km da foz do grande Uadi Abu Hasah el-Barhi...

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