quarta-feira, 4 de julho de 2012

Finalmente Desvendado o Enigma de Palmira?


A Cidade de Palmira foi parte da Província Romana da Síria durante o Imperio de Tibério (14 d.C - 37 d.C.). Continuou a desenvolver-se e a ganhar importância até que se tornou numa Cidade livre, sob o Império de Adriano, em 129.
Neste Tempo,a Cidade de Palmira era o ponto mais importante da rota do comércio que ligava o Leste e o Oeste, situando-se  a meio da distância que vai do Mar Mediterrâneo até ao rio Eufrates. Esse motivo tornou-a num ponto de paragem obrigatório para muitas das Caravanas que seguiam a rota comercial, chegando a atingir uma população de 100 000 habitantes.
Mas a  a sua história sempre esteve envolta em Mistério e algumas perguntas ficavam no ar;

O que estava uma Cidade deste tamanho a fazer no meio do Deserto? Como podia tanta gente viver num lugar tão inóspito há cerca de 2 000 anos? De onde vinha o alimento para toda aquela gente? E porque passava uma importante rota comercial pelo coração do Deserto?

Investigadores Noruegueses junto com os seus colegas Arqueólogos Sírios ,durante quatro anos trabalharam para dar respostas a estas questões.

 "Os nossos resultados  vieram enriquecer o conhecimento da História da Cidade antiga de Palmira",-refere Jørgen Christian Meyer, Professor da Universidade de Bergen.

O projecto recebeu um financiamento superior a 9 milhões de coroas Norueguesas do Conselho de Investigação da Noruega, uma entidade que financia projevtos independentes de investigação arqueológica.
Os Arqueólogos liderados por Bergen abordaram o problema a partir de um novo ângulo. Em vez de examinarem a própria Cidade, estudaram o Território situado a Norte. Juntamente com os seus colegas Sírios do Museu de Palmira e auxiliados por fotos de Satélite, realizaram a catalogação de um grande número de antigos vestígios ainda presentes e visíveis na superfície da Terra.

 "Dessa forma,fomos capazes de formar uma imagem mais abrangente do que ocorreu dentro de um território maior onde se situava a antiga urbe."-explica o profesor Meyer.

A equipa detectou um grande número de assentamentos Romanos,mas o que contribuiu de forma inequívoca para resolver o Enigma de  foi a Descoberta dos reservatórios de água que estas Aldeias tinham utilizado.
Meyer e os seus colegas logo se aperceberam que o que eles estavam a estudar não era um Deserto, mas sim uma estepe árida, com cisternas de acumulação de água Subterrâneas que aproveitavam a chuva e a guardavam debaixo do solo.
A água da chuva era acumulada em riachos e rios a que os Arabes chamavam “Wadi”. Os Arqueólogos recolheram evidências de que os moradores de Palmira  e das Aldeias vizinhas faziam uma rigorosa gestão da água da chuva a partir do uso de barragens e cisternas.
Isto permitiu que as aldeias estruturassem toda a sua economia em torno da água,  que permitia o regadio dos produtos Agrícolas que abasteciam a grande Cidade.
Também,por outro lado a localização de Palmira, com o rio Eufrates a correr a Norte, contribuiu para gerar um espaço crucial nas rotas do Comércio que existiam na altura.

"Os Comerciantes encontraram na Cidade o local ideal para construir uma rede global de comércio seguro.Isso explica a sua grande prosperidade na época", sublinha o Investigador.

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