segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

As Magnificas Cavernas de Ajanta

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Ajanta é um conjunto de cavernas com pinturas rupestres de inspiração Budista em Maharashtra,India,contruídas entre 200 a.C. e 600 d.C..As grutas, comissionadas pelos Vakatatas, são um testemunho da História religiosa do Budismo, durante um período de 700 anos.
No século XVII, o Budismo começou a desaparecer, e lentamente Ajanta foi esquecida. As grutas foram redescobertas por um oficial da Companhia das Índias Orientais,John Smith, em 1819,enquanto caçava tigres. Intrigado pelo visual de uma formação fora do comum, o seu grupo aventurou-se,mais tarde, a ir mais baixo para descobrir Ajanta. Desde então tem havido muitos esforços de restauração para conservar as grutas especialmente as pinturas.Foram escavadas 29 cavernas, algumas delas ricamente decoradas com belas esculturas e pinturas, consideradas obras-primas da Índia Antiga. Como parecia ser comum na época, a maior parte destes frescos contam a história da vida de Buda, enquanto outros oferecem uma visão clara sobre a vida dos povos antigos que habitavam a região na época em que as cavernas foram esculpidas.
Através de Ajanta nós podemos aprender sobre as várias facetas da vida antiga na Índia – desde o traje do povo, o trabalho artístico dos artesãos e as crenças religiosas daquela época até à posição política e económica dos governantes.
Hoje, as grutas de Ajanta são um dos principais destinos turísticos da Índia e foram declaradas Património Mundial da Unesco em 1983.

O Castelo da Dama Verde

Castelo Muchalls

O Muchalls Castle é um Castelo Escocês, situado na região de Kincardine and Mearns, Aberdeenshire, com vista para o Mar do Norte. O curso baixo consiste na estrutura bem preservada duma torre apalaçada do século XIII com dupla aresta, construída pelos Frasers de Muchalls. Sobre esta estrutura, o Castelo seiscentista foi começado por Alexander Burnett de Leys e concluido pelo seu filho, Sir Thomas Burnett, 1º Baronete, em 1627. Os Burnetts de Leys construiram o restante Castelo actual de quatro pisos. Um dos mais interessantes castelos do nordeste da Escócia, de acordo com o conhecido historiador de arquitectura Nigel Tranter, é desenhado no clássico estilo em L, com uma outra ala de extensão no extremo oeste. O Muchalls Castle entrou na história nacional em 1638, quando aqui teve lugar uma reunião embrionária do movimento Covenanter precedente à Guerra Civil Inglesa.
Este Castelo é um da longa lista de Castelos Assombrados da Escocia,no qual dizem que a Dama Verde habita...
Aparentemente, existe um túnel por baixo do castelo e esse túnel estende-se até a proximidade do mar.Diz a Lenda que muitos anos atrás, uma jovem aventurou-se na entrada do túnel para encontrar o seu amante, pela água, mas ela acabou por se afogar, quando a maré cheia entrou no túnel. Ela assombra, e às vezes aparece,numa das salas do Castelo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

As Pirâmides da Bosnia

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Sarajevo é a capital da maior cidade da Bósnia-Herzegovina. É conhecida por sua diversidade Religiosa Tradicional, que a levaram a ser conhecida como a "Jerusalém da Europa".
A sua pluralidade Religiosa e os seus muitos Museus deixaram de ser a atração principal da área,com a descoberta de 3 Pirâmides/montes,perto da cidade de Visoko, que está localizada na parte central da Bósnia-Herzegovina,o que desencadeou uma febre nos turistas,Arqueólogos e fotógrafos de todo o Mundo,pelas primeiras Pirâmides Descobertas na Europa.

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Estas estruturas em larga escala geológica têm vários túneis subterrâneos no interior, também estão perfeitamente orientados nos quatro pontos Cardeais.
Depois de numerosos estudos, as Pirâmides foram nomeados "Pirâmide do Sol" (com 220 metros de altura), a "Pirâmide da Lua" (com 190 metros de altura) e a"Piramide do Dragão".
Com a sua descoberta vieram perguntas sem fim, destacando-se a questão;"As Pirâmides Bósnias são construções artificiais ou caprichos da natureza?"

Especialistas e Pesquisadores de todo o Mundo como o egiptólogo Nabil A. Swelim analisaram as características geométricas e o tipo de construção e confirmou a grande importância da Descoberta para o desenvolvimento da Arqueologia.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

-As Estranhas Coincidencias Entre Heath Ledger & Brandon Lee

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A História Universal está tão recheada de estranhas coincidências,que muitos dizem que são ou tornaram-se conspirações de alguma forma...Mas a verdade é que descobrimos estranhas coincidências,que no minimo...dá que pensar!!!
Por exemplo Kennedy/Lincoln e de novo nestes jovens actores,que perderam a vida,na flor da idade.Senão vejamos;
Heath Ledger foi um famoso actor australiano, nascido a 4 de Abril de 1979 e faleceu em 22 de Janeiro de 2008,tinha 28 anos.

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Brandon Lee, era um actor americano, nascido a 1 de Fevereiro de 1965, faleceu a 31 de Março de 1993,também aos 28 anos.

O nome de Heath Ledger tem 11 letras,Brandon B. Lee também.

Se somarmos os números da data de nascimento de Lee; 2+1+1+9+6+5= 24.
Os de H. Ledger;4+4+1+9+7+9= 34.

E se somarmos os números da data de Estreia do ultimo filme de Lee,"O Corvo"; 15/05/1994= 34.
Os da Estreia do ultimo filme de Ledger"O Joker";16/07/2008= 24.

Ambos os actores nunca estiveram casados,até á sua morte ambos mantiveram romances com duas actrizes;Brandon Lee com Eliza Hutton,da qual ficou noivo em Outubro de 1992. Ledger vivia com Michelle Williams e tiveram uma filha,que nasceu a... Outubro de 2005.

Os pais de Ledger divorciaram-se quando ele era pequeno e os de Lee,também.

A mãe de Ledger era professora,a de Lee...também.

O pai de Ledger era um piloto de carros,desportista e amava o cinema.O pai de Lee,o famoso actor de artes marciais,Bruce Lee,além de actor e de desportista era apaixonado por carros.

Ledger era apaixonado,desde jovem por armas de fogo e morreu com uma overdose de drogas.Lee era viciado desde jovem,por drogas e morreu com um tiro,de uma arma de fogo.

Ambos actores interpretaram na tela,um curioso personajem com transtornos psíquicos, que usava o rosto maquilhado de branco,os olhos pintados de preto e com sorriso desenhado na cara. Lee fazia de bom, Ledger de mau. Lee vestia de negro e o mau desse filme,vestia de cores chamativas. Ledger vestia de cores bem coloridas e o bom do filme,vestia de negro.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Os Povos Árabes na Península Ibérica

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A Península Ibérica, correspondente ao futuro território de Portugal e Espanha, foi conquistada pelos Arabes entre os anos de 711 — com a vitória do Berbere Tarique ibn Ziyad, na batalha de Guadalete ou Guadibeca — e 713. Os invasores chamaram o novo espaço de al-Garb al-Andalus.
A dominação Islâmica não teve a mesma duração, nem as mesmas repercussões, em todas as zonas da Peninsula. Foi fraca nas Beiras, a norte do rio Douro, principalmente na região onde viria a se constituir o Condado Portucalense. Também não provocou nenhuma mudança importante, embora aí se tenham fixado, em maior ou menor número, Tribos Muçulmanos, sobretudo, as de origem Berbere.
O pequeno Reino Cristão das Astúrias — formado por Asturos, Cântabros e Hispano-Godos — conseguiu, em 754, expulsar definitivamente os Muçulmanos para o sul do Douro. De facto, foi no sul de Portugal que o Islão deixou marcas profundas, comparáveis à contribuição da presença Romana na estrutura do que, mais tarde, seria a Civilização Portuguesa.
Na Estremadura desenvolveram-se os centros urbanos de al-Usbuna (Lisboa) e Santarin (Santarém). No Baixo Alentejo, as cidades de Baja (Beja) e Martula (Mértola) e, no Algarve — onde a presença Muçulmana se manteve por seis séculos — surgiram Silb (Silves) e Santa Mariya al-Harum (Faro).
Os Arabes(O conjunto de populações Berberes, Sírias, Egípcias e outras...)substituíram os antigos senhores Visigodos.Eram tolerantes com os usos e costumes locais, admitindo as práticas Religiosas das populações submetidas e criando condições para os frutíferos contactos económico e cultural que se estabeleceram entre Cristãos e Muçulmanos,em contraste com outros Povos,por exemplo os Romanos.
Infelizmente,os vestígios materiais da permanência Muçulmana ficam aquém das expectativas, principalmente porque a política Cristã de Reconquista foi a de "terra arrasada",como o habitual...Em enorme contraste com os ditos povos Infiéis,cada localidade retomada era destruída e os objectos e construções queimados em fogueiras que ardiam durante dias. Mas restaram alguns elementos que atestam este período da vida Portuguesa, principalmente nas muralhas e Castelos, bem como no traçado de ruelas e becos de algumas cidades do sul do País.Mas não restaram grandes Monumentos, facto que se explica pela situação periférica do território Português em relação aos grandes centros culturais Islâmicos do sul da Península.
A igreja matriz de Mértola é a única estrutura em que se reconhecem os traços de uma Mesquita. São testemunhos da ascendência Arabe os terraços das casas Algarvias, as artes decorativas, os azulejos, os ferros forjados e os objectos de luxo;tapetes, trabalhos de couro e em metal. Com a tradução de inúmeras obras Científicas, desenvolveram-se a Química, a Medicina e a Matemática, sendo de origem Arabe o sistema de numeração Ocidental. A influência Arabe foi particularmente importante na vida Rural, sendo determinante o desenvolvimento de técnicas de regadio a partir de usos Peninsulares e Romanos. Através da introdução de novas plantas — o limoeiro, a laranjeira azeda, a amendoeira, provavelmente o arroz, e do desenvolvimento da cultura da oliveira, da alfarrobeira e da plantação de grandes pomares (são famosos os figos e uvas do Algarve e as maçãs de Sintra) reforçaram a vocação Agrícola da região Mediterrânea.
A ocupação Islâmica não provocou alterações na estrutura linguística que se manteve Latina, mas contribuiu com mais de 600 vocábulos, sobretudo substantivos referentes a vestuário, mobiliário, agricultura, instrumentos científicos e utensílios diversos.
As constantes lutas internas, além das cíclicas tentativas de fragmentação do estado Islâmico Peninsular, contribuíram para o avanço Cristão que, lentamente, foi empurrando os Muçulmanos para Sul. A luta entre Cristãos e Muçulmanos arrastou-se, com avanços e recuos, ao longo de seis séculos, sendo o Algarve acrescentado ao território Português em 1249, no Reinado de Afonso III.


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Os numerosos descendentes dos Arabes que, após a Reconquista, permaneceram em Portugal, viviam nas Mourarias, arrabaldes semi-rurais junto dos muros das cidades e vilas, das quais se conserva a memória, nos nomes e nas plantas de mais de vinte localidades, como Lisboa e muitas outras ao sul do Tejo.
Portugal conseguiu irradicar os Arabes do seu território mais cedo do que os Espanhóis,mantendo parte do seu território debaixo da alçada Islâmica,apenas em 1492, com a conquista do reino de Granada,onde foi entregue as chaves da cidade pelo próprio rei Boabdil à rainha Isabel I de Castela,a Reconquista chegava ao fim.

A Civilização Babilónica

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A Civilização Babilónica,existiu no século XVIII a VI a.C., era, como a Suméria que a precedeu, de caráter Urbano, embora baseada mais na Agricultura do que na Indústria. O País era constituído por 12 Cidades, cercadas de povoados e aldeias. No alto da estrutura política estava o Rei, Monarca absoluto que exercia o poder legislativo, judicial e executivo. Abaixo dele havia um grupo de governadores e administradores selecionados. Os prefeitos e conselhos de anciãos da Cidade eram encarregados da administração local.
Os Babilónios modificaram e transformaram a sua herança Suméria para adequá-la á sua própria Cultura e maneira de ser e influenciaram os Países vizinhos, especialmente o Reino da Assíria, que adoptou praticamente por completo a cultura Babilónica.
As escavações Arqueológicas realizadas permitiram que fossem encontradas importantes obras de Literatura. Uma das mais valiosas é a magnífica Coleção de Leis (século XVIII a.C.) denominada "Código de Hamurabi", que, junto com outros documentos e cartas pertencentes a diferentes períodos, proporcionam um amplo quadro da estrutura social e da organização económica do Império da Babilónia.
Mais de 1200 anos passaram-se desde o glorioso Reinado de Hamurabi até á Conquista da Babilónia pelos Persas. Durante esse longo período, a estrutura social e a organização económica, a Arte e a Arquitetura, a Ciência e a Literatura, o sistema judicial e as Crenças Religiosas Babilónicas, sofreram considerável mudança. Baseados na cultura do "Sumer", os feitos culturais da Babilónia deixaram uma profunda impressão no Mundo Antigo e particularmente nos Hebreus e Gregos. A influência Babilónica é evidente nas obras de Poetas Gregos como Homero e Hesíodo, na Geometria do Matemático Grego Euclides, na Astronomia, Astrologia, Heráldica e na Bíblia.
Uma das primeiras Cidades construídas no mundo, é mencionada em documentos escritos há mais de 5000 anos a.C.
Foi edificada numa parte do mundo onde nasceram as mais velhas Civilizações, nas margens do rio Eufrates, no Iraque, no Vale da Mesopotâmia.


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Cresceu em importância há 4.000 anos, quando o grande Rei, Hamurabi, governou-a.Ele conquistou todas as Cidades e Tribos ao redor e dirigiu sabiamente o seu Reino.As suas leis foram escritas em caracteres Cuneiformes, em blocos de barro,algumas foram descobertas por Arqueólogos. Outros desses blocos demonstraram que a Babilónia devia ter sido uma Cidade com muitas casas confortáveis e templos magnificentes.


Os Sacerdotes desses Templos administravam as finanças de toda a Babilónia.

Depois da morte de Hamurábi, a Babilónia foi Conquistada sucessivamente por muitas Tribos; seu segundo período de grandeza não foi atingido senão no ano de 600 a.C. Pouco antes disso, Assírios (que dominaram com crueldade grande parte da região) foram depois,derrotados por uma Tribo de Caldeus, cujo Chefe tornou-se Rei da Babilónia.O seu filho, Nabucodonosor, conquistou gradualmente outras Tribos e determinou, então, transformar a Babilónia na mais bela Cidade do seu tempo. Construiu enormes muralhas e Torres para protegê-la contra os inimigos. Edificou Templos e Palácios que foram enfeitados com lindos mosaicos coloridos e transparentes.
Foram famosos os seus jardins suspensos, que ele mandou construiu para satisfazer a sua esposa. A vegetação desse jardim crescia em terraços construídos uns acima dos outros,e podiam ser vistos de qualquer ponto da cidade.

A Religião Babilónica

A sua Cosmogonia e Cosmologia foram tomadas de empréstimo quase por completo dos Sumérios.Existia uma grande quantidade de Reis Divinos, à frente dos quais estava Marduk. Importantes eram também Samas, o Deus Sol e da Justiça, que está representado no "Código de Hamurabi"; e Ishtar, a Deusa do Amor e da Guerra. Além desses, havia Divindades dos Mundos Inferiores e alguns Espíritos Angelicais. Cada Deus principal tinha,numa ou mais Cidades da Babilónia, um grande Templo, no qual diariamente se realizavam Sacrifícios de animais, oferendas e libações.
As crenças éticas e morais dos Babilónios arrimavam-se na bondade e na verdade, na lei e na ordem, na justiça e na liberdade, na sabedoria e na aprendizagem, no valor e na lealdade. Os actos imorais ou pouco éticos eram considerados como uma ofensa aos Deuses.Temiam a Morte, já que não existia a Esperança de uma recompensa Eterna para as pessoas honradas; todos estavam destinados ao "Inframundo". Considerando isso, não é de estranhar que a obra mais popular da Literatura Babilónica seja o "Poema de Gilgamesh", centrado numa angustiante e inútil busca da Eternidade.

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A Torre de Babel


Segundo o Antigo Testamento (Gênesis 11,1-9),a Torre foi construída na Babilónia pelos descendentes de Noé, com a intenção de Eternizar os seus nomes. A decisão era fazê-la tão alta que alcançasse o céu. Esta soberba provocou a ira de Deus que, para castigá-los, confundiu-lhes as línguas e os espalhou por toda a Terra.
Este Mito é, provavelmente, inspirado na Torre do Templo de Marduk, nome cuja forma em Hebraico é "Babel" ou "Bavel" e que significa "Porta de Deus". Hoje, entende-se esta História como uma tentativa dos Povos Antigos de explicarem a diversidade de Idiomas. No entanto, ainda restam no Sul da antiga Mesopotâmia, Ruínas de Torres que se ajustam perfeitamente à Torre de Babel descrita pela Bíblia.
Muitos Arqueólogos relacionam o relato Bíblico da Torre de Babel com a queda do famoso Templo-Torre de Etemenanki, na Babilónia, depois reconstruído pelo Rei Nabopolasar e pelo seu filho Nabucodonosor II. Dizem também que a Torre foi um Zigurate, uma construção Piramidal escalonada.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O Mito de Agartha,"O Mundo Subterrâneo"

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Agartha, também chamado de Agarthi, ou Agarttha Agharta, é um Mundo Místico, uma Cidade Subterrânea que o homem tem tentado descobrir ao longo da história...
A Sua existência é apoiada por elementos legítimos e por evidências sólidas, o que naturalmente têm encorajado muitos Exploradores a dedicarem a sua vida para encontrá-la.
Uma dessas buscas tiveram lugar recentemente no Pólo Norte, no início de 2007 - Expedição ao Interior da Terra - embora, infelizmente, frustradas pela morte do seu principal organizador, Steve Currey. Apesar das esperanças de centenas de profissionais ao redor do Mundo para provar a famosa teoria da Terra ser oca. A Viagem ao Centro da Terra terá de esperar por uma nova oportunidade.
A historia de Agartha tem as suas origens nas Lendas Orientais, Religiões diferentes mencionam-na, como a Brahmanica no livro "O Rei do Mundo" (1927) em que o Ocultista Francês René Guénon explica que as Culturas historicas Antigas relatam uma Terra Santa e os aspectos são comuns e sobrepõem-se, dando locais diferentes, abrangendo quase todas as Cidades Místicas conhecidas como;Shambala, Avalon, Ogygia, Thule, Olympus, entre outros.
De acordo com essas Teorias, haveria um Reino comunicado por ruas Subterrâneas que se estendem por todo o Mundo, dando significado ao Soberano que as governa, "O Rei do Mundo." Na Literatura, muitas vezes associada com o Fenómeno UFO, particularmente a teoria da vida Intraterrena, que detém ainda a existência de Extraterrestres que vivem nas profundezas da Terra e nas Cavernas Subterrâneas usando essas como bases, a partir do qual eles podem realizar todos os tipos de experiências e actividades Paranormais.
O Reino de Agartha, consistiria de Continentes,tal como na superfície,e o seu coração ou Cidade principal seria Shambala, uma Cidade que muitos acreditam,encontra-se abaixo do Deserto de Gobi e que dependem subreinos com centenas de milhares de pessoas cada.

Os Portais de Agartha

A crença indica que existem muitos Portais Secretos que levam a esse lugar incrível, alguns deles escondidos nas profundezas do Oceano, outros inacessíveis como os Pólos Norte e Sul. Na selva impenetrável da Amazónia ou nas Cataratas do Niagara . A lista não muito extensa,poderia ser;

Deserto de Gobi, Mongólia - Sibéria - Sul de Cuchilla Grande (Mansavillagra, Manga, Manga dicas) Uruguai - Pólo Norte - Pólo Sul - Mammoth Cave - Kentucky, Estados Unidos - Manaus, Brasil - Mato Grosso, Brasil - Cataratas do Iguaçu, Argentina / Brasil - Monte Epomeo, Itália - Esfinge de Gizé - Cueva de los Tayos, Equador - e da Gruta da Paz (ou Rumichaca) Equador.
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A Terra Oca

Para a Ocultista Helena Blavatsky, Agartha, que ela chama de "Loja Branca", está localizada sobre a Ilha do Mar de Gobi,onde, em Tempos Antigos, aterrisaram os "Senhores da Chama",Semi-Deuses provenientes de Venus, . As Doutrinas mais Fantasiosas Esotéricas enfatizam a sua Fundação até uns 15 milhões de anos. A idéia de Mundos Subterrâneos pode ter sido inspirado por Antigas Crenças Religiosas como Hades Seol, e o Inferno.
Para a Escritora Earlyne Chaney, há Eras, Almas avançadas de outros Sistemas Solares e Planetas do Universo foram criados no Planeta Terra. Os Anunnaki,e os seus descendentes na Terra são os Annu. Estes Seres foram os que trouxeram a "Arca da Aliança", uma arma a laser usado para exercer o controle da gravidade e melhorar a tecnologia da Civilização Terrestre. Segundo esta Teoria foram os Anunnaki e os Annu que construíram as grandes Civilizações da Atlântida e da Lemúria. Finalmente, o Anunnaki deixaram a Terra, deixando nas mãos dos Annu que tinham casado com Terráqueos. Com o tempo,a Atlantida começou a ser tomada pelos Filhos de Belial, ou a Irmandade Negra. Os Annu, percebendo que a destruição da Atlantida estava se aproximando, fugiram para outros Países, especialmente para o Egipto. Ajudaram a construir as Pirâmides com a "Arca da Aliança", no entanto, também utilizaram ferramentas para perfuração Subterrânea,construiram túneis e Cidades Subterrâneas. Quando o Dilúvio e a mudança dos Polos,estavam prestes a demolir a Atlântida e a Lemúria, os Annus entraram nas suas Cidades no interior da Terra através da Grande Pirâmide. Depois selaram a Pirâmide,impedindo os terráqueos descobrirem as suas passagens Secretas e mantendo fora as aguas das enchentes.

A História do Almirante Richard E. Byrd

Richard Evelyn Byrd (1888 - 1957) foi um Aviador Naval Americano. Em 19 de Fevereiro de 1947, Byrd fez um vôo de rotina sobre o Pólo Norte e descobriu um lugar Misterioso depois de se perder após falhar a bússola magnética e agulha giróscopica do seu avião. Incapaz de manter o seu caminho com esses instrumentos destruidos Byrd, tentou seguir um caminho intuitivo, dando de repente,com um lugar totalmente oposto ao esperado por estas Latitudes.
Tratava-se de vale de montanha completamente ensolarado e quente, impossível imaginar no meio da grande massa de gelo do Ártico.No diário que ele escreveu, fala de entrar no interior oco da Terra, juntamente com os outros e viajar 1.700 milhas sobre montanhas, lagos, rios, vegetação verde e vida animal. Ele afirma ter visto animais semelhantes aos mamutes da Antiguidade que se deslocavam através da vegetação rasteira. Ele acabou encontrando Cidades e descreve uma Civilização desse lugar incrível.
Um trecho desta história diz mais ou menos como se segue;

"-A paisagem envolvente circundante,parece nivelada e parece normal. À frente de nós vimos o que parece ser uma Cidade!. É impossível. O avião parece leve e estranhamente flutuante. Os controles recusam-se a responder!. Meu Deus!! Para o nosso lado direito e para a nossa esquerda,existem de dispositivos estranhos.Aproximam-se e algo irradia apartir deles. Agora eles estão perto o suficiente para ver o seu emblema. É um Símbolo estranho. Onde estamos? O que aconteceu?. Novamente não tenho controles. Não respondem!."

"Estamos firmemente presos por uma espécie de armadilha de aço invisível. -Nossos rádios falam em Inglês com um sotaque que parece decididamente Nórdico ou Alemão!. A mensagem é; "Bem-vindo ao nosso território, Almirante.Faremos a Aterragem,exactamente, daqui a sete minutos. Relaxe,Almirante, você está em boas mãos! ", eu percebo que os motores dos nossos aviões estão desligados. O aparelho está sob um Estranho controle e agora vira sózinho."

No finalo seu avião foi recebido por máquinas voadoras de um tipo nunca antes visto. Foi acompanhado a um local de pouso seguro e foi recebido gentilmente por emissários de Agartha. Depois de descansar, ele e sua tripulação foram levados ao encontro do Rei e da Rainha da Agartha.Disseram-lhe que tinha sido autorizado a entrar em Agartha por causa do seu alto caráter moral e ético. Continuaram dizendo que, os Estados Unidos lançaram as Bombas Atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki, tinham ficado muito preocupados com a sua própria segurança e sobrevivência. Eles tinham decidido que era hora de fazer mais contacto com o Mundo Exterior para garantir que a Humanidade não destruisse o Planeta e a sua Civilização com ele.
A Byrd tinham sido autorizados a entrar, a fim de fazer contacto com alguém da sua confiança. Para fazer encurtar a longa história, quando a visita terminou, o Almirante Byrd e a sua tripulação foram levados ao seu avião de volta para o Mundo Exterior, tendo mudado as suas vidas para sempre.
Em Janeiro de 1956, o Almirante Byrd liderou uma Expedição ao Pólo Sul. Nessa Expedição, ele e a sua tripulação penetrou 2.300 milhas no Centro da Terra.O Almirante Byrd afirma que os pólos Norte e Sul são apenas duas das muitas aberturas para o Centro da Terra. O Almirante afirma que o interior da Terra tem o seu próprio Sol. A Teoria de Byrd é que os Pólos da Terra são côncavos e não convexos, e os barcos e aviões podem realmente navegar ou voar dentro.

Esta historia faz-me lembrar muito a história de "Viagem ao Centro da Terra"de Julio Verne,o famoso Escritor e grande Visionário!!!!
O curioso,também,é que, mesmo hoje, com a grande tecnologia através da imagens de Satélite existentes sobre os pPólo Norte e Sul do Google Earth ou Nasa não exibem dados das grandes áreas pertencentes a estes lugares. Outro Mistério que envolve os Pólos é que não é permitido sobrevoar estas áreas com qualquer tipo de aeronave civil.
Estranho...não?!

As Catacumbas de Paris

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As Catacumbas de Paris são uma das mais curiosas e belas do Mundo para os fãs do macabro, o incomum e do estranho. Foi em 1785 quando se teve a brilhante idéia de transladar para lá os ossos do pouco higiénico cemitério de Les Halles, e também para abrir espaço aos diferentes Cemitérios da cidade, que já estavam cheios e com a sua capacidade completa. Para isso aproveitam-se as galerias escavadas do período Galo-Romano a 20 metros de profundidade na base de três colinas; Montparnasse, Montrouge e Montsorius. Ao contrário das catacumbas Italianas, que remonta à perseguição dos primeiros Cristãos na Roma Imperial, as Catacumbas de Paris surgiram apartir de 2 problemas mais recentes.
Em 1777, a exploração das pedreiras de calcário não regulamentadas, no subsolo da Cidade, que tinha iniciado a partir do século XIII, chegou a um ponto crítico;a vasta rede de galerias pôs em perigo os edifícios na superfície e teve que se criar a Inspecção Geral das Pedreiras para evitar acidentes, revisando e consolidando estas escavações.
O outro problema foi a saturação dos Cemitérios. O temor de que o miasma dos cadáveres em decomposição começassem a espalhar doenças e causar epidemias, levou à remoção de ossos de vários Cemitérios e colocá-los nessa rede de túneis, seguindo o exemplo da disposição dos ossos nas Catacumbas Romanas, daí o nome do lugar.Em 1785-1787, a cena Macabra da translação dos ossos do Cemitério dos Inocentes foi repetido noite após noite. Por 15 meses, mudou-se milhões de ossos de muitos Cemitérios, em carruagens cruzando a cidade,à noite. Foram depositados sem qualquer intenção "artística" amontoados, até que o Inspetor Geral de Pedreiras decidiu colocar os ossos na parte da frente das paredes,como se uma muralha fosse, dando-lhes o aspecto que vemos hoje, com uma placa identificando a origem dos restos e pequenos Altares com epitáfios em Latim que adornam o caminho.
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Este tipo de transferência de restos humanos continuou até os anos 1870 e chegou a acumular-se nas Catacumbas os restos mortais de seis milhões de Parisienses, aproximadamente. Tudo isso levou a uma série de Lendas e Histórias Macabras.
O lugar foi, e continua sendo um ponto de interesse para o viajante. Muitos turistas estão ansiosos para visitar este emocionante subterrâneo de antigas ossadas humanas, que nos fazem lembrar da história antiga de Paris. Situado perto da Place Denfert-Rochereau, a entrada para as Catacumbas é na parte Este da Geral Avenue Leclerc.
Se alguma vez, você as decidir visitar, tenha cuidado e tome algumas precauções; as Catacumbas são muito humidas e enlameadas e é aconselhável usar sapatos adequados contra o escorregamento.
Estes milhões de ossos têm sido testemunhas de muitos eventos e inspiraram várias situações irreais, um exemplo que temos é o Conde de Artois, futuro Charles X, que se dedicou a organizar festas Fantásticas,Noturnas, à luz das tochas,antes da Revolução. Também durante a Segunda Guerra Mundial,os combatentes da Resistência,refugiaram-se nestes insalubres Subterrâneos para escapar aos Nazistas. Na entrada para as Catacumbas, um sinal de alerta sobre o caráter estranho do lugar; "Pare! Aqui começa o Imperio da Morte!".Dos mais de 300 Km de galerias, há apenas abertas ao público,para uma visita,cerca de 1 km,mais ou menos.
A principal razão é que as autoridades Parisienses descobriram,não há muitos anos,que dentro destas Galerias,celebravam-se Ritos sinistros,incluindo Missas negras e atos Satânicos, de modo que decidiram e fechá-las, e manter abertas ao público estas mencionadas...

sábado, 7 de janeiro de 2012

A Civilização Cartaginesa

PovosAlinhar ao centro
Cartago foi uma grande cidade da Antiguidade, na costa Setentrional da África, próxima à actual Tunísia. Dido foi a Lendária Rainha Fundadora de Cartago, criada pelos Fenícios, provavelmente, no final do século IX a.C.,como entreposto comercial. Os objectos mais antigos encontrados pelos Arqueólogos datam de 800 a.C.
Construída numa Península que se projecta sobre o golfo de Túnis, Cartago possuiu dois Portos ligados por um canal. Acima dos Portos, sobre uma colina, estava Byrsa, Fortaleza cercada de muralhas.
Povos
No final do século XIX e durante o XX, a actividade Arqueológica, na região da antiga Cartago, revelou objectos Púnicos e edifícios Romanos, Bizantinos e Vândalos que incluem alguns dos mosaicos mais belos e melhor conservados dos séculos III e IV d.C. Actualmente Cartago é uma próspera região da Tunísia.

Povos
As Três Guerras Púnicas

-A primeira Guerra Púnica (264-241 a.C.) desenrolou-se em grande parte no mar e foi começada pelos Romanos para expulsar os Cartagineses da Sicília, objectivo que cumpriram.
-Cartago e Roma lutaram para obter o controle do mar Mediterrâneo, nos séculos III e II a.C., durante as Guerras Púnicas. O General Cartaginês Aníbal formou um grande exército que cruzou o rio Ródano e os Alpes em elefantes para atacar os Romanos na Itália.
Aníbal atacou Sagunto, o que desencadeou a segunda Guerra Púnica (218-201 a.C.). Depois, cruzou os Alpes e atacou os Romanos na Itália, sobre os quais obteve importantes vitórias, embora não os pudesse derrotar de forma definitiva. Cipião, o Africano, que havia derrotado os Cartagineses na Hispânia(Peninsula Iberica), desembarcou no Norte da África e derrotou Aníbal em Zama.
-Os discursos de Catão, o Velho, incitaram os Romanos contra os Cartagineses e desencadearam a terceira Guerra Púnica (149-146 a.C.). Públio Cornélio Cipião Emiliano capturou e arrasou Cartago.

Os Lusitani

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Os Lusitanos constituíram um conjunto de Povos Ibéricos Pré-Romanos de origem Indo-Européia que habitaram a porção Oeste da Península Ibérica desde a idade do ferro. Em 29 a.C., na sequência da Invasão Romana a que resistiram longo tempo, foi criada a Província Romana da Lusitânia nos seus territórios, correspondentes a grande parte do actual Portugal.
A figura mais notável entre os Lusitanos foi Viriato, um dos seus Líderes no combate aos Romanos.
Outros Líderes conhecidos eram Punicus, Cæsarus, Caucenus, Curius, Apuleius, Connoba e Tantalus.
As informações sobre os Lusitanos são nos transmitidas através dos relatos dos Autores Gregos e Romanos da Antiguidade o que por vezes causa diversos problemas ou conflitos na interpretação dos seus textos.

A Origem

Os antepassados dos Lusitanos compunham um mosaico de diferentes Tribos que habitaram Portugal desde o Neolítico. Não se sabe ao certo a origem destas Tribos Celtas, mas é muito provável que fossem oriundas dos Alpes Suíços e teriam migrado devido ao clima mais quente na Península Ibérica.A mistura destes povos Nativos com os invasores Celtas,deram origem ao Povo Lusitano.
Entre as numerosas Tribos que habitavam a Península Ibérica quando chegaram os Romanos, encontrava-se,os "Lusitani", considerada por alguns Autores a maior das Tribos Ibéricas,e a qual os Romanos mais temiam!!!

A Etnia Segundo os Autores da Antiguidade

Os Escritores da Antiguidade identificaram duas Etnias na Península Ibérica, a Ibera e a Celta, e qualificavam os seus habitantes como sendo Iberos ou Celtas ou ainda uma mistura das duas Etnias. No entanto o conceito de Ibero podia ser usado num sentido geral, isto é, num sentido Geográfico, referindo-se ao conjunto dos seus habitantes, ou num sentido restrito a um conjunto de Tribos com a mesma Etnia.
Diodoro considerava os Lusitanos um Povo Celta;

"Os que são chamados de Lusitanos são os mais valentes de todos os Cimbros".

Estrabão diferenciava os Lusitanos das Tribos Iberas.Os Lusitanos também eram chamados de Belitanos, segundo Artemidoro.
Indícios Arqueológicos e pesquisas Etnográficas relativamente recentes sugerem que os Lusitanos estejam ligados aos Lígures, possivelmente através de uma origem comum. Tal teoria é aceita por Adriano Vasco Rodrigues, que a defende na sua obra "Os Lusitanos". No entanto, a Religião,nomes próprios e topónimos, e escavações nos Castros Lusitanos revelam tratar-se de um povo Celta. Entre os Autores modernos, no entanto, não existe consenso, são considerados Iberos, Lígures ou Celtas.
Eu pessoalmente,aponto mais para Celtas,principalmente,devido aos seus costumes e cultura...
Povos
As Tribos Lusitani

Igaeditani
Lancienses Oppidani
Tapori
Coilarni ou Colarni
Lancienses Transcudani
Aravi
Meidubrigenses
Arabrigenses
Paesures


A Língua e a Escrita

As inscrições Lusitanas (escritas em Alfabeto Latino) mostram uma língua Celtóide facilmente traduzível e interpretável, já que conserva em maior grau a sua semelhança com o Celta comum. A conservação do "P" inicial em algumas inscrições Lusitanas, faz com que muitos autores não considerem o Lusitano como uma Língua Celta mas Celtóide. O Celta comum perde o "P"Indo-Europeu inicial. Por exemplo; "Porc/om" em Lusitano seria dito "Orc/os" noutras Línguas Celtas como o Celtibero, Goidélico ou Gaulês.
Para estes Autores, o Lusitano mais do que uma Língua descendente do Celta comum, seria uma Língua aparentada ao Celta comum, ou seja, uma variante separada do Celta mas com muita relação a ele.
O Alfabeto Latino, o sistema de escrita utilizado nas inscrições já era usado na Península Ibérica pelos Povos que habitavam junto ao mar, segundo informação de Artemidoro ,no princípio do século I a.C., época em que visitou a Península Ibérica.
Os Autores Antigos diziam que as pessoas das diferentes Tribos que habitavam a Península Ibérica, a Ibéria, falavam Línguas diferentes, mas não tinham dificuldade em entenderem-se umas às outras..O que poderia revelar uma situação de possível Bilinguismo ou até Poli-linguismo na Península Ibérica.


Guerreiro Lusitano

"Dizem que os Lusitanos são hábeis em armar emboscadas e descobrir pistas;
são ágeis, rápidos e de grande destreza.
Usam um pequeno escudo de dois pés de diâmetro, côncavo para diante, que é preso ao corpo por correias de couro,porque não tem nem braçadeiras nem asa.
Usam também um punhal ou um gládio.
A maior parte dos guerreiros veste couraças de linho, e apenas alguns cotas de malha e capacete de tríplice cimeira. Mas em geral usam elmos de nervos. Os peões calçam polainas de
couro e estão armados com lanças de ponta de bronze."

Estrabão

Os Guerreiros Ibéricos são citados como tropas Mercenárias na batalha de Hímera em 480 a.C.. A dada altura, os Mercenários Ibéricos aparecem como Mercenários nos principais confrontos bélicos do Mediterrâneo, tornando-se num dos pilares dos exércitos do Mediterrâneo central. Estão presentes na batalha de Selinute, Agriento, Gela e Calamina. Surgem noutros conflitos na segunda guerra Grego-Púnica, na Sicília, em Siracusa, em Atenas e estão presentes na defesa de Esparta na batalha de Krimios, na Primeira Guerra Púnica, e com os Púnicos no Norte de África.
Tito Lívio (218 a.C.) descreve os Lusitanos pela primeira vez como mercenários ao serviço dos Cartagineses na Guerra contra os Romanos.
Os Lusitanos foram considerados pelos Historiadores como hábeis na luta de guerrilhas. Eram indivíduos jovens na plenitude da sua força e agilidade e selecionados entre os mais fortes. Neles recai a defesa da comunidade quando está ameaçada. A preparação militar dos jovens guerreiros tinha lugar nas montanhas em lugares específicos.

"Em tempo de guerra eles marcham observando tempo e medida;e cantam hinos"Paeans" quando estão prontos para investir sobre o inimigo,batendo nos escudos à maneira Ibérica."

As Mulheres Guerreiras
Apiano relata que quando o Pretor Brutus, ao perseguir Viriato, atacou as Cidades da Lusitânia as mulheres lutavam e morriam valentemente lado a lado com os homens. Depreende-se que de alguma forma o treinamento militar também era dado ás mulheres a quem recaia também a defesa dos Castros.

Iuventus Lusitana
A "Iuventus", era uma organização paramilitar que preparava os jovens para a guerra, era uma adaptação urbana das fraternidades guerreiras da idade do bronze,era formada por grupos de jovens,que recebiam treinamento militar e que provavelmente serviam como militares de reserva na defesa dos Castros. Organizações similares encontravam-se entre os Celtas, Celtiberos e Romanos.

As Armas Utilizadas

Segundo Tito Lívio, são as seguintes as armas utilizadas pelo Exército Lusitano;

Armamento ofensivo usado na luta corpo a corpo;

-punhal de fio reto e antenas atrofiadas ou afalcatado.
-As espadas tinham um esmerado processo metalúrgico, com uma resistência e flexibilidade fora do comum para a época. Usavam a espada do tipo "La Tene", a espada de antenas atrofiadas e a "Falcata".
-A lança de ponta de bronze- segundo Estrabão,estas lanças eram de uma época antiga e supõe-se que o motivo pelo qual ainda serem usadas era por ainda estarem sendo usadas em Rituais que teriam origem nas Tradições das fraternidades guerreiras da idade do bronze.
-"Labrys",machado de dupla lâmina que aparece em moedas Romanas da Lusitânia,mas não parece que era usado pelos Lusitanos mas pelos Cantabros.

Armamento ofensivo de arremesso;

-Dardos farpados de ferro
-Lança de arremesso, todo de ferro

Armamento defensivo;

-Elmo do tipo Montefortino,usado durante a II Idade do Ferro na Península Ibérica e resto da Europa.
-"Caetra",é um pequeno escudo de dois pés de diâmetro que se manejava com a mão esquerda, era feito de madeira, couro, nervos trançados, bronze ou ferro, ficava suspenso por correias que eram manejadas habilmente para se defenderem dos dardos. Era decorado com o desenho de um Labirinto, que se supõe ter sido um Símbolo ou emblema Étnico de reconhecimento entre os Lusitanos.
-Cota de malha,que era feita de pequenas argolas de ferro entrelaçadas, era pesada, e usada apenas por alguns guerreiros, provavelmente os Líderes.
-Couraça de linho, era o tipo de proteção mais usada, era mais leve e adaptada ao clima que as cotas de malha, e provavelmente mais barata.
-Os elmos eram de couro, de nervos trançados ou de metal e parecidos com os dos Celtiberos, do tipo montefortino.
-Polainas eram feitas de couro para proteger as pernas.

Os guerreiros Lusitanos realizavam competições entre si,em que tomava parte a Cavalaria e a Infantaria, e competiam no boxe, corrida, faziam combates de grupo e combates entre esquadras .
Estrabão reconhecia que os Lusitanos lutavam como "Peltastas",eram organizados e eficientes a posicionarem-se na linha de batalha ou a movimentarem-se concertadamente para posições estratégicas.
As lutas dos Lusitanos contra os Romanos começaram como Mercenários no Exército Púnico e depois reacenderam em 193 a.C.. Em 150 a.C. o Pretor Sérvio Galba, após ter infligido grandes punições aos Lusitanos, aceitou um acordo de paz com a condição de entregarem as armas, aproveitando depois para os chacinar. Isto fez lavrar ainda mais a revolta e durante oito anos, os Romanos sofreram pesadas baixas.
As guerras Lusitanas acabaram com o assassínio traiçoeiro de Viriato por três aliados tentados pelo ouro Romano.
Mas a luta não parou e para tentar acabá-la Roma mandou à Península o Cônsul Décimo Júnio Bruto, que fortificou Olisipo, estabeleceu a base de operações em Méron próximo de Santarém, e marchou para o Norte, matando e destruindo tudo o que encontrou até à margem do Rio Lima. Mas nem assim Roma conseguiu a submissão total e o domínio da Lusitânia só foi conseguido após a tomada da Numância, na Celtibéria, que apoiava os Castros do Noroeste.

Povos
Estratégias Militares

Os Lusitanos não lutavam uma guerra defensiva, pelo contrário, planejavam uma guerra ofensiva. Faziam campanhas de longa distância em que deslocavam as operações militares para diversos locais na Península Ibérica, chegando mesmo até África.A Geografia destas operações militares mostra uma dupla intenção,assegurar o controle das regiões da Beturia e com isto ocupar posições chave que impedissem o avanço dos Romanos e punir as Tribos aliadas dos Romanos que eram consideradas traidoras,além de destruir as bases operacionais que eram instaladas nestas Cidades.
A deslocação das operações militares para outra região implicava a divisão dos exércitos, havia os exércitos que eram enviados para diversos locais na Península, e os exércitos que ficavam na Lusitania e defendiam os Castros. Compreende-se nesta divisão uma necessidade estratégica de defesa. Os Romanos também dividiam o seu exército para cobrir uma região mais vasta, enviavam um exército para a Hispania Ulterior e outro para a Hispania Citerior.
Apiano relata um tipo de ataque concertado com duas frentes , em que dois exércitos Consulares Romanos, comandados por Luculus e e Galba, invadem de forma concertada duas regiões da Lusitania. Estas acções concertadas frequentemente envolviam as Tribos aliadas dos Romanos.
Contrariamente ao que acontecia nos confrontos militares com os povos da Grécia ou Ásia, onde a vitória ou derrota de uma guerra era decidida numa batalha, raramente em duas, e a batalha decidida pelo resultado da primeira carga e pelo choque dos dois exércitos, a guerra era uma sucessão de batalhas que apenas eram interrompidas pelo Inverno, embora nem sempre, e as batalhas só cessavam com o cair da noite para continuarem com vigor renovado no dia seguinte.
O exército Lusitano era formado por uma força combinada de Cavalaria e Infantaria, versado num tipo de combate híbrido, isto é combatiam em campo aberto ou em terreno árduo e montanhoso.
Os Romanos identificavam dois tipos de conflitos, "Latrocinium", quando eram utilizadas tácticas de guerrilha, quando as Tribos aliadas aos Romanos eram atacadas ou quando eram usados pequenos exércitos; "Bellum "implicava uma declaração de guerra, conforme à tradição Romana, o uso de um exército regular e combate em campo aberto.
O controle táctico das unidades de combate era possivelmente feito com o uso de estandartes. Pela indicação de Tito Lívio, (cento e trinta e quatro estandartes num exercito de doze mil quinhentos e quarenta guerreiros),cada estandarte deveria guiar unidades de cerca de noventa guerreiros Lusitanos unidades semelhante à Centúria Romana ou apenas divisões por Tribos como faziam os Iberos. Os estandartes eram consagrados a uma Divindade guerreira, Bandua.
A sua maneira de combater, segundo Júlio César, por ser inesperada e desconhecida dos Legionários, desorganizava completamente as fileiras Romanas.

As Suas Tácticas Ofensivas

-Emboscadas
-Ataques surpresa
-Ataques nas horas mais quentes do dia ou durante a noite
-Súbita dispersão das tropas e posterior reagrupamento em local combinado
-Formação em cunha ou V invertido - tactica usada pela Cavalaria Ibera e Celtibera.

Tácticas Defensivas

-Retiradas militares estratégicas
-Translado de populações
-Uso da Cavalaria - Formavam linhas à frente para retardar as tropas inimigas e proteger a retirada das suas próprias tropas
-Terra queimada

Os Povoados

As casas de pedra tinham forma redonda ou retangular; eram cobertas de palha, e ficavam situadas no alto de morros ou colinas, agrupando-se em aldeias - os "Castros" citados pelos Historiadores Antigos.
As casas eram dispostas ordenadamente e formavam uma espécie de bairros organizados por famílias e subdivididos em diversos núcleos habitacionais que distribuíam-se em torno de um pátio de acordo com a sua função e que incluíam cozinha com lareiras a forno, local de armazenagem de géneros, zonas de dormir e recinto para os animais.
Nos "Castros" destacava-se um grande edifício de planta circular, para reuniões do conselho comunitário, com bancos ao redor.
Havia ainda os balneários públicos para banhos frios e de vapor.
A decoração das casas, em relevo e gravura, era feita com motivos geométricos, em forma de corda, de espinha, com círculos encadeados ou sinais espiralados, tríscelos e tetrascelos, cruciformes e serpentiformes.
As ruas eram calcetadas com pedras regulares.
Os grandes "Castros" tinham muralhas defensivas feitas de grandes pedras, chegando a alcançar um quilómetro de perímetro.
Os instrumentos musicais incluíam a flauta e a trombeta, com que acompanhavam os seus coros e danças, de que os Romanos nos deixaram algumas descrições.
Os locais de Culto Funerários são sempre de grande interesse para os Arqueólogos que se encontram por todo o território da Lusitânia.
Do período Paleolítico conhecem-se cemitérios onde os corpos estavam dispostos com restos de alimentos, utensílios e armas; do megalítico abundam os "Dólmens", conhecidos como "Antas", ou "Mamoas",porque os montículos de terra que se acumularam sobre eles, criaram essa forma arredondada.

A Sua Sociedade

A Sociedade lusitana essencialmente guerreira denotava a presença de uma Hierarquia social em que o guerreiro ocupava uma importante posição.
Era uma Sociedade Aristocrática em que a maior parte da riqueza estava nas mãos de um grupo reduzido de pessoas. A presença de joias e de armas nos Túmulos indica a presença de uma Elite guerreira.
A organização da família Lusitana revela uma estrutura Gentílica da sua Sociedade, o qual era referida nas fontes Epigráficas com a designação de "Gentes" ou "Gentiliates". Os Lusitanos encontravam-se unidos entre si por laços de sangue ou parentesco e não pelo território ocupado.
O tipo de governo era a Chefia militar, em que o Líder era eleito em Assembléia popular e escolhido entre aqueles que se distinguiam pela coragem, valor, capacidade de liderança e também pelas vitórias obtidas em tempo de guerra. Os Autores Gregos referiam-se a estes Chefes militares como "Hegoumenos", isto é, "Líder", "Chefe" e os Romanos "Dux". No entanto o nome de "Regnator", Rei, e Principe,também foram referidos. O "Hospitium", em que adoptavam se estranhos na Comunidade, é também considerado um costume dos Lusitanos.
Apiano revela a existência de uma propriedade comunitária,que para além de terras incluía cavalos, produtos agrícolas e diversos outros bens comunitários incluindo um tesouro público do qual fala Diodoro,esta propriedade comunitária deveria coexistir a par da propriedade privada.
Os Lusitanos eram um povo autónomo, com leis próprias,tinham o hábito de frequentar salas onde iam untar o corpo duas vezes ao dia, tomavam banhos de vapor em balneários decorado com gravuras em baixo relevo, lançando água sobre pedras incandescentes, e tomavam em seguida um banho frio.
As refeições em que os Lusitanos se juntavam apenas uma vez por dia tinham lugar numa sala onde eles sentavam-se em bancos móveis encostados à volta das paredes da sala. A disposição dos bancos em que se sentavam obedecia a uma Hierarquia que colocava na frente os de mais idade e seguiam uma ordem consoante a posição social.
O alimento mais característico era o pão de bolota ou glande de carvalho;bebiam leite de cabra e cerveja de cevada, reservando o vinho para as festas com uma produção desde a época Pré-Romana.
A caça, pesca, produção de gado bovino e equino, a produção de mel e lã assim como o trigo a cevada o linho e a mineração eram aCtividades referenciadas.
O custo de vida era muito barato, no século II a.C., os produtos de pesca, ovinos, caprinos e agrícolas eram abundantes e as peças de caça eram distribuídas de graça a quem comprava alguns destes produtos.
O Escambo era usado nas regiões do interior onde também usavam peças cortadas de prata batida como dinheiro.
Os homens vestiam-se de preto e usavam capas simples e as mulheres capas compridas e vestidos de cores vivas. Os homens usavam os cabelos compridos , como as mulheres, mas que prendiam à volta da testa quando combatiam.

Culto Religioso

Praticavam Sacrifícios humanos e enquanto o Sacerdote feria o prisioneiro no ventre, faziam vaticínios segundo a maneira como a vítima caía. Sacrificavam a Ares, Deus da guerra, não só prisioneiros, como igualmente cavalos e bodes.
Os Sacerdotes, a quem Estrabão chama de "Hieroskópos", segundo a hipótese de alguns Autores, fariam parte de um grupo de pessoas reconhecidas pelo seu prestígio, sabedoria e experiência.
Os Santuários eram erigidos nas massas rochosas de locais com certo domínio da paisagem, à beira de cursos de água ou junto a montes.Nestes Santuários encontramos cadeirões de pedra, pias e altares como no Castelo do Mau Vizinho, no Santuário da Rocha da mina, no Cadeirão da quinta do Pé do Coelho,ou no Penedo dos Mouros.
Também na área Lusitana verifica-se a presença de estátuas chamadas "Berrões", que assumem terem sido utilizadas para fins de carácter Religioso, supõe-se que seriam animais sagrados.Praticavam exercícios de ginástica como o pugilato e corridas, simulacros de combates a pé ou a cavalo,bailavam em danças de roda, homens e mulheres de mãos dadas, ao som de flautas e cornetas; eram tipicamente Monogâmicos. Usavam barcos feitos de couro, ou de um tronco de árvore....