quarta-feira, 1 de maio de 2013

Spartacus,o Gladiador Que Desafiou Roma...

Acabou a Serie Televisiva Spartacus,que deixou muitos Fans desgostosos...Embora...
Spartacus foi um personagem real da Historia,que fez muitos nervos aos Poderosos Romanos,por volta de  120 a.C. -70 a.C....era de origem Trácia(Antiga Macedónia,Hoje dividida pela Grecia,Bulgaria e Turquia...,,foi capturado e feito Gladiador para prazer dos Romanos.Foi líder da mais célebre revolta de Escravos na Roma Antiga, conhecida como "Terceira Guerra Servil", "Guerra dos Escravos" ou "Guerra dos Gladiadores". Spartacus liderou, durante a revolta, um exército rebelde que contou com quase 100 mil ex-escravos!!!


De acordo com vagas referências de autores Romanos (Apiano, Floro e Plutarco), Spartacus por ter desertado de uma tropa auxiliar do Exército Romano, foi capturado e submetido à Escravidão. Devido ao seu físico, foi comprado por um Mercador a serviço do "lanista"(Palavra Etrusca,Para Aquele Que Comprava Homens e Mulheres para o Entretinamento...) , Lêntulo Batiato, e levado para a Escola de Gladiadores de Cápua, na Campânia (Itália).

Sobre Ele Dizem;

Plutarco;

 "Era um homem inteligente e culto, mais Helénico do que bárbaro" 

Floro;

 "... mercenário da Trácia, admitido no nosso Exército, soldado desertor, bandido promovido a Gladiador por sua força".

Em 73 a.C., cerca de duzentos Escravos da Escola de Batiato revoltaram-se, devido (segundo Plutarco) aos maus-tratos que recebiam do "Lanista", e armados apenas com facas de cozinha, atacaram os Guardas da Escola. Ainda segundo Plutarco, setenta e oito deles (ou apenas trinta, segundo Floro) conseguiram fugir. No caminho, depararam-se com umas carretas carregadas de armas usadas pelos Gladiadores, apoderando-se delas. Com esse armamento, repeliram a guarnição de Cápua, enviada para capturá-los.
Roma então organizou a primeira Expedição contra os revoltosos. À frente de três mil homens, o pretor romano Caio Cláudio Glabro sitia-os no seu forte, um outeiro de subida penosa e estreita rodeado de altos rochedos talhados a pique, tendo no cimo grande quantidade de videiras selvagens. Sendo a subida guardada por Cláudio, os sitiados cortaram os rebentos mais longos e fortes de tais videiras, fizeram com eles compridas escadas que roçavam a planície, e, amarrando-as no alto, por elas desceram todos calmamente. Apenas um deles ficou em cima, para jogar-lhes as armas, findo o que também se pôs a salvo. Os Romanos não suspeitaram da operação; rodeado o outeiro, os sitiados atacaram-nos pela retaguarda, afugentando-os e tomando-lhes o acampamento. Muitos pastores que guardavam os seus rebanhos juntaram-se aos fugitivos, sendo uns armados por eles e outros mandados a espiar.

Nessa ocasião, Roma enviou o Comandante Públio Varínio a fim de capturá-los.Num primeiro combate derrotaram o Tenente denominado Fúrio, juntamente com dois mil Homens e três ursos. Em seguida também derrotaram outro tenente,Cossino, que lhe haviam impingido como Conselheiro e companheiro, e com grande poder. Houve uma tentativa de aprisionar Spartacus quando este se banhava num lugar chamado Salinas, no entanto o Comandante, custosamente, conseguiu salvar-se. No entanto,Spartacus apoderou-se da sua bagagem, e, perseguindo-o tenazmente apoderou-se também do seu acampamento, tendo-lhe custado a vida de muitos dos seus Homens, dentre os quais, Cossímo. Tendo também vencido em muitos combates o próprio Pretor-Chefe, aprisionando os Sargentos que conduziam os machados à sua frente, bem como seu próprio cavalo. Todos passaram o temiam,devido á sua tenacidade,coragem e inteligência. Todavia, calculando cuidadosamente as suas forças e riquezas, e vendo que elas não podiam superar as dos Romanos, levou seu Exército para os Alpes, considerando que, uma vez transpostos, cada qual voltasse para sua terra, isto é, para a Gália,Germânia e para a Trácia. Os seus homens, porém, convencidos no seu número, e prometendo grandes realizações, não o quiseram ouvir, e recomeçaram a percorrer e a saquear toda a Península Itálica.

O Senado estava inquieto, não só pela vergonha e afronta dos seus homens ser vencidos por meros escravos, como pela apreensão e pelo perigo em que se achava toda a Península Itálica, mandou para ali os 2 Consules, como se fosse uma das mais árduas e perigosas Guerras que deveriam enfrentar. Lúcio Gélio Publícola, um dos Consules, atacando de surpresa uma Tropa de Germanos, que por altivez e desprezo, se havia separado e afastado do acampamento de Spartacus, submeteu-a toda,ao fio de espada; Lêntulo, seu companheiro, com numerosas forças sitiou Spartacus e todos os que o seguiam, atacou-os, venceu-os, e apoderou-se de toda a sua bagagem. Razão por que, avançando para os Alpes, Cássio, Pretor e Governador da Gália do subúrbio do rio Pó, enfrentou-o com um exército de dez mil homens. Travou-se um grande Combate, no qual ele foi derrotado, tendo perdido muitos Soldados e conseguido salvar-se a muito custo e às pressas. Ciente disto, o Senado declarou-se bastante descontente com os seus Consules; ordenando-lhes que não mais se envolvessem nesta luta, atribuiu todo o encargo a Marco Licínio Crasso em 71 a.C., que foi seguido por numerosos  nobres, graças à sua elevada reputação e à grande estima que lhe votavam.
Crasso é encarregado de acabar com Spartacus.
Crasso foi assentar seu acampamento na Romanha, para esperar por Spartacus, que se dirigia para ali, e mandou Múmio, um dos seus Tenentes, com duas Legiões, envolver o Inimigo pela retaguarda, ordenando segui-lo sempre no encalço, e proibindo-lhe expressamente de atacá-lo de qualquer modo. Não obstante todas estas determinações, logo que Múmio se viu na possibilidade de fazer alguma coisa, atacou-o, sendo derrotado, com perda de muitos dos seus homens. Os que conseguiram salvar-se na fuga, apenas perderam as suas armas. Crasso ficou furioso com ele; e, recolhendo os fugitivos, deu-lhes outras armas, exigindo-lhes fiadores que garantissem seu melhor serviço dali por diante, coisa que nunca fora feito antes. E, os quinhentos que estiveram nas primeiras filas, e que foram os primeiros a iniciar a fuga, ele dividiu-os em cinquenta dezenas, em cada uma das quais sorteou um,("Decimatio"Dizimação-era a pena de morte de Soldados que se amotinavam ou se mostravam Covardes nas Batalhas..).

Castigando assim os seus Soldados, Crasso lançou-os directamente contra  Spartacus, que recuou sempre e tanto que, pela Região dos Lucanianos, chegou à costa, encontrando alguns navios de Corsários cilícios no estreito de Messina. Isto animou-o a ir à Sicília; e, para enviar para lá dois mil homens, para sublevar escravos de lá. Mas Crasso tomou medidas para o impedir de enviar homens para a para a Sicília a fim de amotinar os Escravos da Ilha. Razão por que, lançando-se inesperadamente longe da praia, ele foi assentar seu acampamento na Península dos Régios, onde Crasso foi encontrá-lo; e, vendo que a Natureza do lugar mostrava-lhe como devia agir, decidiu cercar de muralhas o Istmo da Península, dando assim ocupação aos seus homens e impedindo que os inimigos recebessem víveres. Trabalho demorado e difícil, que ele executou em bem pouco tempo, contra a opinião de todos os seus homens, e fez abrir uma trincheira através da Península, de quinze léguas de comprimento, quinze pés de largura e quinze pés de profundidade. Sobre a trincheira fez construir uma muralha muito alta e forte, da qual Spartacus a princípio se riu. Quando, porém, sua pilhagem começou a falhar, e se viu na impossibilidade de obter víveres em toda a Península, devido àquela muralha, numa noite de neve espessa e vento impetuoso, ele mandou encher de terra, pedras e galhos de árvores um trecho não muito extenso da trincheira, por onde fez passar um terço do seu Exército.
A princípio, Crasso receou que Spartacus tomasse a resolução de seguir para Roma. Logo, porém, tranquilizou-se, pois soube haver sério desentendimento, entre eles, e que uma grande tropa, revoltada contra Spartacus, separara-se dele e fora acampar junto a um Lago da Lucânia, cuja água de tempos a tempos torna-se doce, e a seguir tão salgada que não pode ser bebida. Tendo-os atacado, Crasso expulsou-os dali, mas não conseguiu matar grande número, nem afastá-los para muito longe, porque Spartacus apareceu de repente com seu exército, e fez cessar a perseguição.
Crasso, que havia escrito ao senado ser necessário chamar Lúculo da Trácia e Pompeu da Hispânia, arrependido de havê-lo feito, esforçava-se o mais possível de dar fim a esta Guerra antes que eles chegassem, por saber que atribuiriam toda a Glória da sua conclusão ao recém-chegado que lhe fosse em auxílio, e não a ele. Por isso ele resolveu primeiramente atacar os que se haviam revoltado e entrincheirado à parte, às ordens dos Capitães Caio Canício e Casto. Para tal, fez seguir seis mil Soldados de Infantaria, para assenhorear-se de uma eminência, ordenando-lhes que tudo fizessem para não serem vistos nem descobertos pelos inimigos. O que eles procuraram realizar o melhor possível, cobrindo seus morriões e Elmos. Não obstante, eles foram percebidos por duas mulheres que às escondidas faziam sacrifícios em favor dos inimigos, e estiveram em risco de ficar todos perdidos. Crasso, porém, socorreu-os a tempo, dando aos inimigos o combate mais áspero de quantos se realizaram naquela Guerra. Na luta, pereceram doze mil e trezentos homens, lutando valorosamente frente a frente.
Depois desta derrota, Spartacus retirou-se para as montanhas de Petélia, perseguido e escaramuçado sem trégua, pela retaguarda, por Quinto, um dos Tenentes de Crasso, e o seu Tesoureiro Escroía. No fim do dia, porém, tudo mudou de repente, e Spartacus derrotou os Romanos, sendo o Tesoureiro gravemente ferido e salvo a custo. Esta vantagem obtida sobre os Romanos deu origem à ruína final de Spartacus, porque os seus Guerreiros, quase todos Escravos fugitivos, encheram-se de tamanho orgulho e audácia que não quiseram deixar de Combater, nem obedeceram mais ao seu Comandante. Pelo contrário, como se achavam a caminho, cercaram-nos e disseram-lhes que, quisessem ou não, era preciso que voltassem depressa e os conduzissem pela Lucânia contra os Romanos, que era o que Crasso pedia, pois sabia que Pompeu se aproximava, à que muitos em Roma discutiam e brigavam por sua causa, dizendo que a vitória final desta guerra lhe era devida, e que logo que ele ali chegasse tudo seria decidido com um único Combate.

Por isso, procurando combater, e aproximando-se o mais possível dos inimigos, Crasso mandou um dia abrir uma trincheira, que os fugitivos procuraram impedir, carregando furiosamente sobre os que se ocupavam de tal tarefa. A luta tornou-se violenta. E, como, a todo momento, chegassem reforços de parte a parte, Spartacus viu-se obrigado a lançar mão de todos os recursos.
Isto feito, lançou-se através da pressão dos Romanos, procurando aproximar-se de Crasso, sem o conseguir, e matou dois Centuriões Romanos que o enfrentaram. Por fim todos os que o rodeavam fugiram, e ele permaneceu firme em seu posto, completamente cercado, lutando valentemente, até ao final...
Embora Crasso fosse muito feliz e satisfizesse todos os seus deveres de bom Comandante e de homem valente, expondo-se a todos os perigos, não pôde impedir que a honra do termo daquela Guerra fosse atribuída a Pompeu, porque os que escaparam deste último combate cairam-lhe às mãos e ele aniquilou-os, escrevendo ao Senado que Crasso vencera os fugitivos em combate regular, mas ele destruíra todas as raízes dessa Guerra. Pompeu teve assim entrada Triunfal em Roma, por haver vencido Sertório,o ultimo chefe Lusitano(Que outrora fora um General Romano...) e reconquistado a Hispânia. A Crasso foi-lhe concedida uma ovação após a sua Vitória. Não recebeu um Triunfo por ter sido ganha contra Escravos, mas o Senado permitu-lhe portar a coroa de loureiro em vez da de mirto, considerando a importância desta vitória.

Crasso puniu os que sobreviveram, mandando crucificar( o castigo maior dos Romanos)6000 revoltosos ao longo da Via Ápia,desde Cápua até Roma.

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