quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Rainha D.Carlota Joaquina...

D. Carlota Joaquina de Bourbon Nasceu no dia 22 de Abril de 1775, Filha de Carlos IV, Rei de Espanha, e de Luísa de Parma. Em 1785, com apenas dez Anos de Idade, Casou-se
com D. João VI, então Herdeiro do Trono Português, e foi para Portugal. A União só foi consumada em 1790, quando Carlota tinha 15 Anos. Tiveram nove filhos: Maria Teresa, Antonio, Maria Isabel Francisca, Pedro de Alcântara (D. Pedro I, Imperador do Brasil), Maria Francisca de Assis, Isabel Maria, Miguel (D. Miguel I, Rei de Portugal), Maria de Assunção e Ana de Jesus Maria.Os seus Filhos tinham características físicas bem diversas, e comentava-se, na época, a possibilidade de serem de diferentes pais.
No final de 1805, Portugal enfrentava sérias dificuldades Internacionais. Napoleão I, Imperador da França, pretendia impor a todos os Países da Europa o bloqueio Continental contra a Inglaterra, isto é, o fechamento de todos os Portos Europeus ao Comércio com os Ingleses. Portugal, Tradicional Aliado da Inglaterra, contrariou as exigências do Imperador Francês. Carlota Joaquina começou nessa ocasião uma Conspiração contra o Marido, declarando que D. João era incapaz de Governar o Reino.
A Conspiração foi Descoberta, e D. João separou-se da Esposa, que passou a Residir em Queluz, ficando ele em Mafra.
Quando Portugal foi Invadido pelos Franceses, em Outubro de 1807, a Família Real Portuguesa transferiu-se para o Brasil. Os dois viajaram juntos, mas no Rio de Janeiro continuaram a viver separados. Acredita-se que Carlota tenha tido vários Amantes no Brasil, dentre eles o Juiz dos contratos Reais do dízimo, Fernando Carneiro Leão,tendo sido, inclusive, Acusada pela Morte da sua Esposa, Gertrudes Angélica Pedra Carneiro Leão. Gertrudes Angélica Morreu com um tiro na porta da sua Casa em 8 de Outubro de 1820. Após as Investigações, foi apurado que Carlota teria sido a mandante do Crime. Entretanto, o Caso não foi divulgado, e Fernando recebeu o Título
de Barão e, depois, de Conde de Vila Nova de São João.
Carlota Joaquina logo tramou novos planos. Primeiramente, tentou tornar-se Rainha de Espanha, quando Napoleão forçou o seu Pai a Abdicar. Depois, apoiando-se na Fidelidade que a América Espanhola devotava à sua Dinastia, contra o Francês José Bonaparte, que era então o Rei da Espanha, conspirou para tornar-se Imperatriz da América Espanhola. Nada conseguiu. Quis, então, tornar-se Regente de uma parte da América Espanhola - a do Rio da Prata. A princípio, D. João concordou com o projecto. Dessa forma, ele se livraria da Esposa e aumentaria os Domínios de Portugal. Mas, depois, retirou a sua Autorização. Carlota Joaquina empreendeu, então, outra tentativa de Reinar na Espanha. Conseguiu criar um partido nas Cortes de Madrid. Esse partido apresentou uma proposta de Abolição da Lei que excluía do Trono as Mulheres, mas a proposta foi recusada. No entanto, Carlota Joaquina, foi declarada Herdeira do Trono Espanhol.
Regressou a Portugal quando aí eclodiu a Revolução de 1820, com o Marido já coroado Rei, após a Morte da Rainha D. Maria I. 
Ao deixar o Brasil, Carlota, que detestava o País, bateu os sapatos no Cais do Porto e disse;

 "Desta terra eu não quero nem o pó."

Em consequência da Revolução, Portugal adoptou uma Constituição. Mas Carlota Joaquina recusou-se a jurar a Constituição. Conspirou então várias vezes para a volta do Regime Absolutista. Aliou-se à Igreja e à Nobreza para a Deposição de D. João VI e sua Aclamação como Rainha. Em Abril de 1822, a Conspiração foi Descoberta,sendo Carlota Joaquina confinada na Quinta do Ramalhão. 
Ali, conspirou com o Filho, D. Miguel. O Movimento Absolutista Liderado pelos dois eclodiu em Maio do mesmo Ano. As Côrtes reagiram, declarando a perda da Cidadania Portuguesa de Carlota Joaquina. Mas, derrubada a Constituição, o próprio D. João foi buscá-la em Ramalhão
e instalou-a no Palácio da Bemposta. Pouco tempo depois, a Rainha estava em Queluz, tramando outra Conspiração Absolutista, que originou o Movimento conhecido por "Abrilada "(30 de Abril de 1824). D. João VI dominou com dificuldade a situação. Nomeou, então, uma Regência presidida por sua filha Isabel Maria.
Após a Morte de D. João VI, em 1826, D. Pedro I do Brasil, Herdeiro da Coroa Portuguesa, Abdicou em favor da sua Filha Maria da Glória. Outorgou uma Constituição a Portugal e combinou o Casamento da Filha com o Tio desta, D. Miguel, que estava Exilado em Viena. D. Miguel, ao chegar a Lisboa, declarou-se Rei Absoluto, originando as Lutas Liberais em Portugal. Carlota Joaquina deu todo o seu apoio a esse Governo, Morrendo, porém, sem assistir ao resultado da Guerra Civil; a Derrota e o Exílio de Dom Miguel. 
A Rainha Faleceu no dia 7 de Janeiro de 1830, em Queluz, Portugal.

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