sábado, 23 de novembro de 2013

Karnak,o Melhor de Todos os Lugares...

O complexo do Templo de Karnak compreende uma vasta mistura de Templos destroçados, Capelas, Torres e outros Edifícios.
O complexo começou  a ser Edificado no Reinado de Sesóstris I no Reino Médio e continuou no Período Ptolomaico, embora a maioria dos Edifícios datem do Novo Reino. A área em torno de Karnak era o  Antigo Egípcio " Ipet-isut"("O Melhor de Todos os Lugares") e principal local de Culto,da XVIII dinastia de Tebas ,da Triade com o Deus Amon-Rá como principal.
Faz parte da Monumental Cidade de Tebas.
O Templo de Karnak  tem este nome devido a uma aldeia vizinha chamada El-Karnak, mas no tempo dos grandes Faraós esta aldeia era conhecida como Ipet-sut ("O Melhor de Todos os Lugares").
Designa o templo principal destinado ao Deus Amon-Rá, como também tudo o que permanece do enorme complexo de Santuários e outros Edifícios, resultado de mais de dois mil anos de construções e acrescentos. Este complexo abrange uma área de 1,5 x 0,8 km. Existiam várias avenidas que faziam a ligação entre o Templo de Karnak, o Templo de Mut (Esposa de Amon) e o Templo de Luxor. Além disso, não muito longe, fica o templo de Montu, sendo que o de Khonsu (um dos Templos mais bem conservados do Egipto) está dentro do próprio complexo.
Foi iniciado por volta de 2200 a.C. e terminado por volta de 360 a.C. O Templo de Karnak era naquela altura o principal local de Culto aos Deuses de Tebas, entre os quais: Amon, Mut e Khonsu, atingiu o seu apogeu durante a XVIII Dinastia, após a eleição de Tebas para Capital do Egipto. No maior Templo do Egipto nenhum pormenor era descurado, e durante a XIX Dinastia trabalharam no Templo cerca de 80 000 pessoas. O Templo esteve submerso nas areias Egípcias durante mais de mil anos, antes dos trabalhos de escavação começarem em meados do século XVIII, a enorme tarefa de Restauro e conservação continua até aos nossos dias.
Até o fim da civilização egípcia, Karnak manteve-se como Centro Religioso do Império;o seu Deus (sob a forma solarizada de Amon-Ra) e os seus Sacerdotes adquirem um poder prodigioso, que chega a ameaçar a própria instituição Faraonica.
A construção mais importante do conjunto de Karnak é o grande Templo de Amon-Ra, cujo plano, muito complexo, testemunha numerosas vicissitudes da história dos Faraós. O grande eixo este-oeste é balizado por uma série de pátios e pilones; medindo 103m de largura por 52m de profundidade, a célebre sala hipostila encerra verdadeira floresta de 134 colossais colunas em forma de enormes papiros. 
Com 21m de altura e diâmetro de 4 m, essas colunas não dão, apesar de maciças, impressão de peso; os nomes de Seti I e Ramsés II aí se vêem inscritos, repetidos indefinidamente. Numerosos Edifícios secundários completam o grande Templo de Amon-Ra; Capelas de Osíris, Templo de Ptah, Templo de Opeth e muito mais... A parte S do complexo é chamada Luxor. Os anais de Tutmés III, nas paredes, registram 20 anos de Conquistas e arrolam as plantas e animais exóticos que o Faraó trouxe da Ásia. Esfinges de pedra, ao longo do eixo principal, parecem guardar as Ruínas, na fímbria do Deserto.

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