segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Palacio do Buçaco...

O Maravilhoso Palácio Real situa-se na Mata Nacional do Buçaco, Freguesia do Luso, Concelho da Mealhada, Distrito de Aveiro, em Portugal.
Considerado como o último Legado dos Reis de Portugal constitui-se num conjunto Arquitectónico, botânico e paisagístico único na Europa, onde está instalado actualmente o Palace Hotel do Bussaco, categorizado como um dos mais belos e históricos hotéis do Mundo.
Embora eu discorde do uso do Patrimonio Nacional em beneficio unico total ou parcial,para fins monetarios,infelizmente,para a maioria dos nossos Monumentos é a sua Salvação pois o Dono cuida dele para que fique sempre belo e sem problemas,já que o nosso Governo,não se preocupa com isso e deixa os lugares Historicos de Portugal,cair aos poucos,apenas cuidando de alguns mais conhecidos e que atraem mais Turistas,principamente na Capital...!!!
Retomando ao assunto;O Edifício foi projectado no último quartel do século XIX pelo arquiteto italiano Luigi Manini, cenógrafo do Teatro Nacional de São Carlos. Contou ainda com intervenções, em diferentes fases, dos arquitectos Nicola Bigaglia, Manuel Joaquim Norte Júnior e José Alexandre Soares.
O edifício do actual Hotel, em estilo Neomanuelino, está decorado com painéis de azulejos, frescos e quadros alusivos à Epopeia dos Descobrimentos Portugueses, todos eles assinados por alguns dos grandes mestres das Artes.
Tal como acontece com outros projecto de Manini, o Palácio exibe uma série de elementos Arquitectónicos destinados a evocar a Portugalidade e o Simbolismo em torno do Império.
Neste caso,são visíveis perfis da Torre de Belém, motivos do Mosteiro do Jerónimos e arabescos do Convento de Cristo de Tomar que, para além da sua forte carga simbólica, têm como função contrastar a austera personalidade Monacal que envolve o conjunto do complexo.
No seu interior destacam-se notáveis obras de Arte de grandes Mestres ortugueses da época, desde a colecção de painéis de azulejos do Mestre Jorge Colaço, evocando Os Lusíadas, os Autos de Gil Vicente e a Guerra Peninsular, graciosas esculturas de António Gonçalves e de Costa Mota, telas de João Vaz ilustrando Versos da Epopeia Marítima de Luís Vaz de Camões, frescos de António Ramalho e pinturas de Carlos Reis. O mobiliário inclui peças Portuguesas, Indo-Portuguesas e Chinesas, realçadas por faustosas Tapeçarias. Destaque ainda para o tecto Mourisco, o notável soalho executado com madeiras exóticas e a Galeria Real.
Os Jardins e parque envolvente, o Convento de Santa Cruz do Buçaco, o Deserto Monacal, o Sacromonte simbolizando Jerusalém e a Paixão de Cristo, com os seus passos da Via Sacra, a Cruz Alta, as inúmeras Ermidas e Capelas, constituem o mais vasto conjunto Arquitectónico Edificado pela Ordem dos Carmelitas Descalços; o Vale dos Fetos e seus Lagos, a Fonte Fria com a cascata artificial, de forte influência italiana pela mão de Maria Pia, e os Miradouros Românticos, são outras atrações.
Complementarmente, o Museu Militar do Buçaco convida a uma incursão no Historial da Guerra Peninsular, com destaque para a batalha do Buçaco na qual, em 1810, as Tropas Anglo-Lusas lideradas pelo Duque de Wellington derrotaram o Exército Napoleónico.

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