segunda-feira, 18 de julho de 2016

O Corsario Francês René Duguay-Trouin

A 12 de Setembro de 1711, um Corsário Francês chega ao Rio de Janeiro. René Duguay-Trouin queria a Cidade toda e na sua Esquadra de 18 Navios, vêm 700 Canhões e cerca de 6 mil Homens a serviço da Coroa Francesa. René entra numa Baía de Guanabara coberta pela neblina. Quando as Tropas Portuguesas se apercebem,já é tarde.
Em menos de dois meses, o governador do Rio de Janeiro na época, Francisco Castro de Morais, viu-se obrigado a capitular e entregar aos franceses resgate tão pesado que causou à coroa portuguesa um prejuízo imenso. 

As razões que trouxeram Duguay-Trouin, incentivado por seu rei, Luís XIV, ao Rio de Janeiro, foram notoriamente comerciais, muito embora ele as tenha atribuído a uma vingança. Em 1710, um compatriota, François Duclerc, investira contra a resplandecente colônia do Brasil. Mas sem o talento militar de Duguay-Trouin, Duclerc serviu-se de más estratégias e caiu, bem como grande parte de seu exército, prisioneiro dos portugueses. Segundo os relatos franceses, esses teriam sido cruelmente tratados e o capitão injustamente assassinado, apesar da rendição. Sem comprovação dos maus-tratos, tais rumores bastavam a Duguay-Trouin, que pretendia vingar seus concidadãos.

A morte de Duclerc nunca ficou devidamente esclarecida. Estando preso no Colégio do Morro do Castelo, teria solicitado transferência alegando que não tinha “vocação para monge” e por isso foi mandado para a casa do Tenente Gomes da Silva, onde acabou assassinado, à noite, por homens que o teriam acusado de “requestador de mulheres”. Nenhum desses dados, porém, era mais forte do que o apelo comercial que moveu Duguay-Trouin e sua tropa. Obviamente, em suas Memórias, o capitão, condecorado pelo rei, não admitiria ser movido por razões financeiras, porém o que fez foi saquear uma Colonia Portuguesa.
A verdade é que a Colonia apresentava inúmeras riquezas, sobretudo porque funcionava também como rota de escoamento do ouro...

A Cidade ficara desvastada,como era habito nos franceses,quando invadiam qualquer País,sem respeito por ninguém,senão por eles proprios...
Talvez por Castigo dos Ceus,o seu regresso não foi Bem-Vindo...

Duguay-Trouin levantou âncora do Rio de Janeiro a 13 de Novembro... A viagem de retorno foi difícil, pois em 29 de Janeiro de 1712, na altura dos Açores, houve violentíssima Tempestade na qual se perderam o Magnanime e o Fidèle, o que muito entristeceu o Corsário, por estimar particularmente o Capitão do primeiro, de Courserac, e por recordar a sua carga de 600 mil libras em ouro e em prata, além da grande quantidade de mercadoria. Foi por isso acolhido com frieza pelos Armadores, um pouco decepcionados, embora se saiba que tiveram afinal 92% de lucro (resultado a que se chegou em 1718, depois da liquidação final).

Em 1715 foi feito Chefe de Esquadra (chef d'escadre) e, em 1728, Lugar-tenente Geral (lieutenant général).

Segundo o Historiador Basílio de Magalhães, apesar da promoção recebida "por motivo de sua audaciosa proeza", teria morrido "quase pobre e deslembrado em 1736". A ânsia de ganho evidenciada pelo comércio desenfreado que manteve com a classe mercantil do Rio de Janeiro destinava-se aos seus oficiais e superiores, bem como ao seu irmão Luc Trouin, para cuja descendência obteve carta de Nobreza.
Uma estátua em sua homenagem, com 4 metros de altura, figura no Palácio de Versalhes, considerada a obra-prima do escultor Dupasquier.

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